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Mãe de Eduardo sobre possível assassino: "Se ele tiver condição de trazer meu filho de volta, eu perdoo"

Terezinha de Jesus teria reconhecido o policial: "Vi pela touca. Foi muito doloroso"

Rio de Janeiro|Do R7

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Terezinha afirma que voltar à casa onde morava foi doloroso
Terezinha afirma que voltar à casa onde morava foi doloroso

Para Terezinha Maria de Jesus, mãe do menino Eduardo de Jesus Ferreira, morto aos dez anos no Complexo do Alemão, o retorno "doloroso" à casa onde a família morava antes da tragédia foi apenas um dos momentos difíceis enfrentados durante a reconstituição do crime, nesta sexta-feira (17). Terezinha conta que, na ocasião, reconheceu o policial que ela afirma ter matado Eduardo.

— Foi horrível. Eu cheguei a ver porque foi ele que disse que poderia me matar assim como matou meu filho. Vi pela touca, ele é um negro, alto. Foi muito doloroso.

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Ela afirma que ainda não foi informada pela Polícia Civil sobre a data de uma possível acareação na qual possa reconhecer o PM diante dos investigadores. Mas, quando esse dia chegar, ela espera fazer duas perguntas - e adiantou que não perdoará o policial.

— Eu quero fazer duas perguntas a ele: a primeira é se ele não tem filhos, se ele não é pai. Aí eu vou fazer a segunda pergunta a ele: se perdoá-lo traria meu filho de volta. Se ele tiver condição de trazer meu filho de volta, eu perdoo ele. Ele é um monstro. O que ele fez não tem perdão.

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Hospedada com a família em um hotel custeado pelo Governo do Estado desde que voltou do Piauí, onde Eduardo foi enterrado no último dia 6, Terezinha lembra que o regresso ao Areal, localidade onde a família morava no Alemão, foi "muito ruim".

— Foi muito doloroso. Quando eu cheguei perto de casa, eu desabei no choro, não aguentei.

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Terezinha foi uma das testemunhas ouvidas pelos investigadores da Delegacia de Homicídios da capital fluminense durante a reconstituição. A irmã de 14 anos de Eduardo também participou da reprodução simulada.

De acordo com o delegado titular da especializada, Rivaldo Barbosa, foram remontadas com os policiais as condições de luminosidade e temperatura verificadas no exato momento em que Eduardo foi baleado, às 17h30.

— Nós vamos esperar o laudo dos peritos e eles têm de 15 a 45 dias para nos dar esse laudo.

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