Mãe de garçom morto em trem diz não saber de ameaças contra filho
Informações davam conta de que Jairo Jonathan, executado na estação de Deodoro, teria se envolvido com mulher casada
Rio de Janeiro|Victor Tozo, do R7*, com Record TV Rio

A mãe do garçom Jairo Jonathan do Carmo Pedrosa Tudes, de 24 anos, morto após ser baleado na cabeça dentro de um trem na estação de Deodoro, na zona oeste do Rio de Janeiro, afirmou não ter conhecimento sobre supostas ameaças que o filho teria recebido antes do crime.
Informações iniciais davam conta de que Jairo teria se envolvido com uma mulher casada e sido intimidado pelo marido dela há cerca de um mês. No entanto, a versão não foi confirmada por Gisele Carmo.
"Desconheço qualquer tipo de informação e não quero partir de nenhuma linha de acusação. Não tenho ideia de como isso pode ter começado, de porque aconteceu" disse a mãe de Jairo.
Gisele descreveu o filho como "um menino sonhador e carinhoso" e como uma pessoa que não fazia mal a ninguém. "Um jovem em construção, com uma vida toda pela frente, que foi interrompida sem justificativa".
Na tarde de segunda-feira (27), Jairo foi assassinado com um disparo, efetuado por um homem que teria embarcado na estação de Realengo e estava sentado atrás da vítima, segundo testemunhas.
O assassino chegou a cobrir uma das câmeras do vagão de trem com fita adesiva para dificultar sua identificação. Após a morte, uma mochila com pertences do jovem teria sido levada por um passageiro.

Jairo era ex-paraquedista do Exército e trabalhava como garçom em dois restaurantes na Tijuca, na zona norte, segundo familiares. Ele deixa um filho de quatro anos.
O corpo de Jairo será enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, zona oeste, na manhã desta quarta-feira (29).
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, que já coletou imagens de câmeras de segurança da estação de trem onde Jairo teria embarcado.
*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira















