Mãe de garoto pisoteado vai à Justiça contra SuperVia; outras vítimas falam em processo após choque de trens
Defensoria Pública tenta solução extrajudicial com objetivo de agilizar indenizações
Rio de Janeiro|Do R7

Após a batida de trens que deixou 229 feridos, na Baixada Fluminense, na noite de segunda-feira (5), muitas vítimas estão indignadas com o descaso da SuperVia na hora do acidente. Os passageiros reclamaram de falta de comunicação e assistência por parte da concessionária que opera os trens do Rio de Janeiro. Alguns pretendem levar o caso para a Justiça.
Uma dessas pessoas é a costureira Sonia Lopes, que estava com o filho, Arthur Paulo, de 11 anos, numa das composições envolvidas no acidente. Durante o tumulto, a criança foi pisoteada e fraturou o pulso. Inconformada com a situação, Sonia contou que o trem já apresentava problemas desde o embarque, na Central do Brasil.
— Esse trem vinha apresentando problema desde a Central. Meu filho estava dormindo no meu colo. Mas na hora que teve a batida e aquele barulho, todo mundo entrou em pânico. Um sujeito pisou em cima do meu filho e eu não pude fazer nada. O homem pisou no braço dele e quebrou o punho do garoto. Eu rezo para que não deixe sequela. Vou entrar com uma ação contra a SuperVia. Eles têm que nos respeitar nem que seja na Justiça.
Na terça-feira (6), a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Nudecon (Núcleo de Defesa do Consumidor), instaurou um procedimento investigatório para apurar o acidente com os trens da SuperVia. Segundo a coordenadora do Nudecon, Patrícia Cardoso, o órgão também busca uma solução extrajudicial para os casos, com o objetivo de agilizar indenizações e compensações para as vítimas.
— É uma alternativa mais rápida e que contempla todos os envolvidos.
No entanto, Rosilene Barbosa é mais uma vítima disposta a processar a concessionária. A passageira torceu o pé no acidente. Na delegacia de Mesquita (53ª DP), ela relatou o descaso da empresa com os passageiros, apesar de SuperVia afirmar que está prestando todo apoio aos feridos.
— Vim aqui na delegacia fazer um boletim de ocorrência, e vou entrar com uma ação na Justiça contra a SuperVia. Foi muito descaso com a gente, não tinha comunicação de nada, somente pânico. Não teve assistência. A passagem subiu e o cuidado com o cliente foi zero.















