Mãe defende Cássio de comentário considerado racista: "Ele tem diversos amigos negros"
O gaúcho do BBB 14 contou para os colegas de confinamento que feriu uma mulher negra durante ato sexual
Rio de Janeiro|Rodrigo Teixeira, do R7, no Rio

A pedagoga Suzzy Lannes não titubeia ao defender o filho Cássio, que foi denunciado por racismo durante seu confinamento no BBB14. Em conversa com o R7, a mãe do brother garantiu que confia plenamente nos seus princípios e acredita ser “absurda” a hipótese dele ser racista.
— Essa questão já está nas mãos do nosso advogado. É uma história sem pé e nem cabeça. O meu filho não é racista. Eu conheço o filho que eu tenho e a educação que dei a ele. Eu o ensinei a tratar todos com respeito e sem preconceito. Ele tem diversos amigos negros e o seu melhor amigo na casa é negro. Quando se tem amor e união na família, a gente supera tudo.
Suzzy ainda brincou com o jeito “chato” de Cássio e como enfrenta a tarefa de ser uma mãe de BBB.
— Eu conheço o meu filho, ele é brincalhão, ele é chato, mas é um doce de pessoa e não tem preconceitos. E vou te dizer uma coisa, ser mãe de BBB não é uma tarefa fácil, às vezes eu enfrento uma barra... Mas vai dar tudo certo!
Entenda o caso
Na manhã desta quinta-feira (6), o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro recebeu uma denúncia contra um comentário considerado racista, feito por Cássio Lannes, que participa do BBB14. Procurada nesta sexta-feira pela reportagem do R7, a assessoria de imprensa da PRRJ (Procuradoria da República no Rio de Janeiro) esclareceu por meio de uma nota que a denúncia foi realizada em Brasília e remetida ao órgão com representação no Rio de Janeiro, porque a Globo tem sede no estado fluminense.
— O MPF/RJ (Ministério Público Federal no Rio de Janeiro) recebeu a representação a partir de denúncia de um representante da Coordenação Nacional de Entidades Negras feita para a ouvidoria da Secretaria de Políticas Para Mulheres da Presidência da República, em Brasília. A representação foi encaminhada ao MPF no Rio por conta da sede da emissora ficar aqui. Por enquanto, ainda não temos nenhuma posição oficial do MPF sobre o tema.
A denúncia será analisada pelo órgão, pelo procurador regional dos Direitos dos Cidadãos Jaime Mitropoulos.
A ação foi motivada por uma declaração polêmica feita pelo participante em conversa com a personagem Valdirene, interpretada por Tatá Werneck na novela Amor à Vida, durante a primeira festa do programa, no dia 16 de janeiro.
Cássio ficou surpreso com a altura baixa da humorista e a questionou sobre se relacionar com um homem de sua altura, que é de 1,97m.
— Eu sei que tu é muito baixinha. O que tu acha de um homem de verdade que tem 1,97m de altura? (sic)
A personagem de Tatá respondeu, em tom de piada, que uma amiga tinha morrido por isso.
— Uma amiga minha veio a óbito já. (sic)
O gaúcho disse que, por causa de sua proeza, é acusado de assassinato e responde por um processo criminal que quase o tirou do programa.
— Aconteceu comigo. Eu tô respondendo um processo. É sério, não ri, de verdade. Eu tô respondendo um processo até hoje, por assassinato, entende? Olha pra mim e não ri. Tu acha engraçado mas eu acho triste. Eu quase não entrei pra casa por causa de processo. Eu falo nega, nego, porque a que eu atravessei... que eu... desculpa. Sério. Ela era afrodescendente. E eu acho que assim, uma afrodescendente costuma se relacionar com? Com afrodescendentes. E eu pensei, pô, aguenta tudo. E eu atravessei. E eu até hoje sou acusado de assassinato, entende? (sic)
Valdirene encerrou o papo dizendo que achava que Cássio estava bêbado.















