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Máfia dos cambistas: polícia autua advogado de executivo inglês por suspeita de ajudá-lo em fuga

Raymond Whelan se entregou na segunda-feira após ficar três dias foragido

Rio de Janeiro|Do R7

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Raymond Whelan (à esq.) foi encaminhado para Bangu nesta terça; Fernando Fernandes (à dir.) foi autuado por favorecimento
Raymond Whelan (à esq.) foi encaminhado para Bangu nesta terça; Fernando Fernandes (à dir.) foi autuado por favorecimento

O advogado Fernando Fernandes, que defende o executivo inglês Raymond Whelan, suspeito de integrar uma quadrilha de venda ilegal de ingressos, foi autuado pela Polícia Civil por favorecimento de pessoal. Ele é suspeito de ajudar Whelan a fugir do Copacabana Palace na última quinta-feira (10), segundo a polícia.

Whelan, que é executivo da Match, empresa que controla a distribuição de entradas no Mundial, se entregou no início da tarde de segunda-feira (14) à desembargadora Marília de Castro Neves Vieira. A defesa do inglês entrou com pedido de habeas corpus na 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.


Raymond foi levado para a Penitenciária Bandeira Stampa, em uma cela individual. Segundo a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), ele será transferido para a cadeia pública Pedrolino Werling de Oliveira quando o advogado apresentar seu diploma universitário na Polinter.

A Match divulgou nova nota informando que não houve irregularidades na venda desses tíquetes. A empresa voltou a defender seu diretor Raymond Whelan, preso na Operação Jules Rimet, dizendo que ele não cometeu nenhum crime.


A Operação Jules Rimet investigou um esquema de venda ilegal de ingressos para a Copa e identificou 12 suspeitos, entre eles Whelan e o franco-argelino Lamine Fofana. Onze deles tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça do Rio de Janeiro.

Segundo a nota divulgada pela Match, a empresa, que vende ingressos para empresas e pessoas físicas, não os revende por preço acima do permitido e nem autoriza seus clientes a fazê-lo. Para a Match, a inocência de Raymond Whelan será comprovada “em breve pelas autoridades brasileiras”.

Na nota a empresa diz estar “confiante de que as investigações realizadas pelas autoridades brasileiras darão transparência aos fatos e deixarão claro a lisura do trabalho da Match e de sua equipe; a Match tem certeza de que os órgãos de investigação e as autoridades judiciárias envidarão todos os esforços para exonerar o sr. Whelan de qualquer responsabilidade na movimentação irregular de ingressos. Nós afirmamos que o sr. Whelan jamais facilitou ou participou de qualquer ato ilegal que eventualmente tenha sido cometido por pessoas ou grupos investigados”.

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