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Mandante da morte de Marielle, Domingos Brazão perde cargo no TCE-RJ

Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 76 anos de prisão

Rio de Janeiro|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Domingos Brazão perdeu o cargo de conselheiro do TCE-RJ após decisão do STF.
  • Ele foi condenado a mais de 76 anos de prisão por ser um dos mandantes da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes.
  • O TCE comunicará à Alerj para indicação de um novo conselheiro.
  • Outros envolvidos no crime, como Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, também receberam penas severas.

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Domingos Brazão
Domingos Brazão foi considerado culpado pelas mortes de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes Reprodução/Alerj/Via Agência Brasil

O TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) oficializou nesta quarta-feira (15), no Diário Oficial, a perda do cargo do conselheiro do tribunal Domingos Inácio Brazão.

Os efeitos passam a contar a partir do dia 9 deste mês, em cumprimento à decisão transitada em julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).


Domingos Brazão foi condenado a 76 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do STF, como um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora de Marielle, Fernanda Chaves. O crime aconteceu em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, região central do Rio de Janeiro.

Com a publicação da medida, o TCE vai comunicar à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), responsável pela indicação do novo conselheiro.


Penas dos envolvidos

O irmão de Domingos Brazão, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, também foi condenado a 76 anos e três meses de reclusão. Os dois foram acusados de organização criminosa armada, dois homicídios qualificados e um homicídio qualificado tentado.

Os ex-policiais Ronnie Lessa, autor dos disparos, e Élcio de Queiroz, que dirigia o carro usado na emboscada, foram condenados a 78 anos, 9 meses e 30 dias e a 59 anos, 8 meses e 10 dias de prisão, respectivamente.


Ronald Paulo Alves Pereira foi condenado a 56 anos de prisão por participação no assassinato, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a 18 anos por obstrução da Justiça e corrupção passiva.

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