Manifestação marcada para quinta-feira, na Candelária, já tem mais de 200 mil confirmados pelas redes sociais
Movimento quer 3 milhões nas ruas e promete "acampar" em frente à prefeitura
Rio de Janeiro|Do R7

O movimento que luta contra o aumento das passagens de ônibus e gastos excessivos com Copa e Olimpíada deve levar, novamente, uma multidão às ruas do Rio, às 16h de quinta-feira (20). Na página dedicada ao ato no Facebook, mais de 210 mil pessoas haviam confirmado presença até 11h50 desta quarta-feira (19). Na segunda (17), o protesto reuniu 100 mil na avenida Rio Branco, no centro.
A concentração para o novo ato está marcada para a Igreja da Candelária. De lá, a massa, vestida com as cores do Brasil, partirá em marcha até a prefeitura, na Cidade Nova. A promessa dos organizadores é montar acampamento em torno da sede e só sair até um pronunciamento oficial do prefeito Eduardo Paes ou do governador Sérgio Cabral.
O número de confirmados ainda é bem abaixo da expectativa criada pelos líderes do movimento. Na mesma página da rede social, eles pedem para o link ser compartilhado e “chegarem a 3 milhões”.
Assim como têm feito desde a manhã de terça-feira, os envolvidos com o movimento frisam todo momento em seus posts a necessidade de um evento ordeiro e pacífico. Citam também que não se “surpreenderiam que os vândalos que fossem infiltrados políticos ou capangas de tiranos para incentivar o caos e a desordem e culpar o povo”.
Eduardo Paes aceita conversar
Depois de cidades como João Pessoa (PB), Curitiba (PR) e Recife (PE) cederem à manifestação popular pela redução nos preços das passagens de ônibus, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, se mostrou mais maleável sobre a possibilidade de também abaixar as tarifas, que, desde 1º de julho, saltaram de R$ 2,75 para R$ 2,95.
Nos primeiros dias em que ocorreram protestos na capital fluminense, Paes alegou que a mudança nos preços estava fora de cogitação. Na terça-feira (18), em entrevista ao RJ TV, da TV Globo, o prefeito afirmou estar aberto a mudanças, mas ressaltou que a alteração representaria um prejuízo aos cofres públicos.
— Quando há um diálogo, a gente tem que estar aberto a todas a todas as possibilidades. A prefeitura não reajustava a passagem há um ano e meio. Mas isso (baixar o preço) tem um custo, que, se for projetar para um ano, pode chegar a R$ 400 ou R$ 500 mil reais.
Policiamento reforçado
O porta-voz da Polícia Militar, coronel Frederico Caldas, classificou como bárbaros os atos de vandalismo realizados por um grupo de manifestantes no prédio da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), na noite de segunda-feira.
Em razão dos estragos registrados no centro, Caldas anunciou que, para a passeata de quinta-feira, o número de policiais escalados subirá de 150 para, no mínimo, 1.200.
— Vamos encarar as próximas manifestações como atos pacíficos, como eles se propõem. Mas agora temos que levar em consideração o histórico da violência que houve. Estaremos prontos para usar o Batalhão de Choque de maneira mais rápida. Não vamos entrar com sangue nos olhos, porque isso não leva a nada. Nossa proposta é garantir o direito de ir e vir das pessoas que querem fazer uma manifestação legítima.















