Manifestantes marcham pela avenida Nossa Senhora de Copacabana e chamam atenção de peregrinos
Policiais acompanham o ato de perto; integrantes do movimento foram revistados
Rio de Janeiro|Do R7
Os cerca de 300 manifestantes que iniciaram um protesto perto da casa de Sérgio Cabral, no Leblon, no fim da tarde desta quinta-feira (25), decidiram se deslocar pela zona sul do Rio e, por volta das 21h50, interditavam a avenida Nossa Senhora de Copacabana na altura do cruzamento com a rua Xavier da Silveira, em Copacabana.
O grupo tenta se aproximar do palco que foi montado na praia de Copacabana em frente à rua Princesa Isabel, onde, por volta das 19h, o papa Francisco participou da Festa da Acolhida dos jovens da Jornada Mundial da Juventude. Por lá, no momento da publicação desta reportagem, ainda havia um grande número de católicos concentrados.
Os integrantes da manifestação estão sendo seguidos de perto por policiais militares e o movimento transcorria de maneira pacífica até as 22h. Poucos homens tentavam esconder os rostos com panos e máscaras. O grupo avançava pelas ruas de Copacabana sob olhares desconfiados de peregrinos. Alguns religiosos chegaram a correr ao perceber a aproximação dos manifestantes.
Quando o ato começou, no Leblon, a Polícia Militar do Rio implementou uma nova estratégia para evitar que protesto terminasse em violência. Grupos de PMs circularam em meio aos manifestantes para revistá-los. Os policiais buscaram artefatos explosivos, como coquetéis molotov. Os policiais também adotaram armas de tinta para marcar possíveis manifestantes que lançarem explosivos contra PMs.
Segundo o coordenador da ação, o tenente coronel Márcio Andrade, a chamada "medida preventiva" visa evitar possível confronto, conforme verificado nas últimas manifestações. Até as 20h50, um estudante havia sido preso em flagrante por porte de arma. Segundo a PM, ele portava uma faca grande na mochila.
Por volta das 20h, o grupo caminhou até a loja Toulon na esquina com a avenida Ataulfo de Paiva, onde fez uma "missa de 7º dia" pelos manequins queimados em atos de vandalismo da semana passada. Os manifestantes dizem que os manequins valem mais do que a vida dos dez mortos durante ação do Bope no complexo da Maré, na zona norte, em junho passado.
Após a missa de 7º dia dos manequins, o grupo seguiu pela avenida San Martin, no sentido de Ipanema. Moradores jogaram ovos nos manifestantes.
Colaborou, Larissa Kurka, do R7 Rio















