Maquinista de trem atingido em plataforma presta depoimento; DP fica lotada de vítimas
Maquinistas das composições podem responder por lesão corporal culposa
Rio de Janeiro|Rodrigo Teixeira, do R7

O maquinista Carlos Henrique da Silva França, 41 anos, chegou por volta das 14h na 53ª DP (Mesquita) para prestar depoimento. O funcionário da SuperVia deixou a delegacia antes das 16h após prestar esclarecimentos.
Ele conduzia o trem que estava parado na plataforma da estação Presidente Juscelino. Na noite de segunda-feira (5), uma segunda composição bateu na traseira e deixou ao menos 229 feridos.
O delegado Mateus Almeida já ouviu 35 pessoas que buscaram a delegacia sobre o acidente — a maioria das queixas registradas é referente a furtos e lesões. No horário, o saguão da delegacia estava lotado, com cerca de 40 passageiros, vítimas da batida de trens.
Segundo ele, a princípio, os maquinistas podem responder por lesão corporal culposa (sem intenção) decorrente de acidente ferroviário. O delegado disse que também vai verificar se houve falhas humana, mecânica, de comunicação e de sinalização.
O coordenador de tráfico da SuperVia deve comparecer na delegacia na quarta-feira (7) para prestar depoimento.
O maquinista do trem que bateu na traseira da composição que estava parada na plataforma não foi notificado. O advogado dele informou o delegado que o maquinista está muito abalado e que não conseguiria prestar depoimento nesta terça. Ele chegou a saltar do trem antes da colisão.
O trem que bateu estava em baixa velocidade. O delegado também quer saber se o trem estava superlotado ou se seguia lento por causa da chuva.















