Maquinista será ouvido de novo após delegado ver divergências; 200 vítimas já prestaram depoimento
Polícia investiga as hipóteses de falhas mecânica, humana e de sinalização da SuperVia
Rio de Janeiro|Rodrigo Teixeira, do R7

O maquinista do trem que estava parado na estação Presidente Juscelino, em Mesquita, baixada Fluminense, deverá prestar novo depoimento, após o delegado Matheus de Almeida, da 53ª DP, ver divergências entre o que ele disse à polícia e os depoimentos das vítimas. Os trens se chocaram na noite de segunda-feira passada (5) e 229 pessoas ficaram feridas. Até as 16h50, ao menos 200 pessoas haviam prestado depoimento.
— O maquinista falou que o trajeto da Central até a estação de Juscelino transcorreu em aparente normalidade. As vítimas relataram alguns problemas no trajeto: foi uma viagem um pouco mais demorada, com algumas paradas maiores nas estações e algumas paradas entre as estações. O maquinista ouvido ontem deverá prestar depoimento novamente por causa das divergências entre ele e os passageiros.
São investigadas as hipóteses de falhas mecânica, humana e de sinalização da SuperVia. Segundo o delegado, o inquérito apura lesão corporal e também depende das perícias que foram feitas nos trens e no local de acidente.
O controlador de tráfego da concessionária Fábio Oliveira Riboura chegou à delegacia às 15h40 para prestar depoimento. O maquinista do trem que bateu na composição parada na estação também era esperado na tarde de hoje.
Entre as vítimas que compareceram à delegacia nesta quarta, está a doméstica Ana Claudia Leite, que machucou o braço no acidente.
— No hospital mesmo eu fui orientada a prestar depoimento. Ontem, já em casa, meu marido falou para eu vir, até porque eles precisam saber o que aconteceu.
Segundo a Polícia Civil, o IML de Nova Iguaçu já realizou cerca de 90 exames de corpo de delito e o Posto de Polícia Técnico e Científica de Duque de Caxias está de prontidão para agilizar atendimentos.















