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Marcha no centro do Rio pede fim da violência contra a mulher

Passeata de mulheres teve início na Alerj e seguiu até a praça 15

Rio de Janeiro|Agência Brasil

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Homens e mulheres ocuparam no início da noite desta quarta-feira a Avenida Rio Branco, no centro do Rio, na marcha que integrou o movimento mundial do Dia Internacional da Mulher. Intervenções teatrais, batuques e pernas-de-pau animaram a passeata.

Como muitos balões e faixas nas cores roxa e lilás, que identificam o movimento, a passeata saiu da Igreja da Candelária por volta de 18h30, com palavras de ordem como "Legaliza, o corpo é nosso, é nossa escolha, é pela vida das mulheres", "Se liga, seu machista, a América Latina vai ser toda feminista" e "A violência contra a mulher não é o mundo que a gente quer". Também houve protestos contra a reforma da Previdência e os governos federal e deo Rio de Janeiro.


A presidenta estadual da União Brasileira de Mulheres, Ana Targino, disse que o movimento feminista internacional intensificou-se com a eleição de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos, após uma campanha marcada por declarações machistas, misóginas e segregacionistas. Para Ana, no Brasil, há retrocesso em políticas específicas.

— Perdemos o Ministério da Mulher, que virou uma secretaria do Ministério da Justiça.


Ana criticou também as proposta de reforma trabalhista e da Previdência, que, segundo ela, atingem diretamente as mulheres.

A advogada Mônica Müller levou a filha Rosa, de 4 meses, para a manifestação, junto com outras amigas mães e seus bebês. Ela diz que todas as mulheres devem participar da luta.


— É muito difícil para a mulher trabalhar e ser mãe, o machismo é muito forte, então é duplamente importante as mães com os bebês representando essa luta. A Rosa é o futuro da humanidade (...). É a primeira manifestação dela, vou trazê-la em muitas outras manifestações. Que esse bebês sejam a consciência para um 8 de março melhor para as mulheres no mundo todo.

Racismo


Integrante do Fórum de Mulheres Negras, Luciene Lacerda defende um movimento diferenciado para as mulheres negras.

— Além da objetificação que colocam historicamente nas mulheres negras, as políticas públicas que podem ser retiradas atingem principalmente a nós.

Luciene informou que, de 6 a 27 deste mês, o fórum promove a campanha 21 Dias de Ativismo contra o Racismo, abrangendo o Dia Internacional da Mulher e o Dia Internacional pela Eliminação do Racismo (21 de março). A data foi instituída pelas Nações Unidas no 21 de março após massacre de Chaperville, na África do Sul, na época do apartheid. Segundo Luciene, o objetivo é não deixar as discussões sobre o racismo restritas às comemorações do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro.

A marcha passou em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e terminou na Praça 15, que ficou completamente cheia, por volta das 20h30.

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