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Maré: mais de 2.900 alunos ficam sem aula durante operação do Bope

Segundo Secretaria de Educação, seis unidades não abriram as portas

Rio de Janeiro|Do R7

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A operação do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), na manhã desta quarta-feira (26), deixou 2.917 alunos sem aula no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, seis unidades escolares foram fechadas por conta da violência na região. O conteúdo será reposto.

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A ação do Bope foi acompanhada por militares do Exército, que receberam noções sobre a geografia do Complexo da Maré, o qual ocuparão após a entrada da Polícia Militar, em data ainda a ser definida.

Cerca de 4.000 homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança permanecerão no complexo por tempo indeterminado, até deixar o território para a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) pela PM.

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As tropas já contam com um mapeamento, realizado pela Secretaria Estadual de Segurança, que aponta as zonas onde há maior incidência de confrontos. O Ministério Público Militar afirmou que o Exército usará mandados de busca coletivos, já que há muitas casas aglomeradas sem numeração.

Os dias que antecedem a operação de ocupação pelo Exército são de apreensão entre os cerca de 120 mil habitantes do conjunto de favelas, localizado entre a avenida Brasil e a linha Vermelha. Na terça (25), uma confusão entre moradores gerou boatos de tiroteio e provocou a suspensão das aulas nas escolas públicas da região. Cerca de 8 mil estudantes foram dispensados na parte da tarde.

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Também na terça, o BAC (Batalhão de Ações com Cães) apreendeu na comunidade da Nova Holanda 30 tabletes de maconha e cerca de 5.300 trouxinhas de maconha, além de um tablete de crack. As drogas foram encaminhadas para a Delegacia de Bonsucesso (21ª DP), onde o caso foi registrado.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que vai pedir ajuda federal para a segurança pública “quantas vezes for necessário”. A informação foi passada após Cabral ter sido perguntado se o pedido de ajuda feito, na semana passada, ao governo federal, não demonstra que a situação da violência saiu do controle do governo do Estado.

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Cabral acrescentou ainda que, ao pedir auxílio à União, na última sexta-feira (21), a presidente Dilma Rousseff disse que ajudaria “com enorme prazer”, pois reconhecia o que o governo fluminense havia conquistado nesses sete anos e que a política de segurança pública do Estado era “vitoriosa”.

O governador explicou que pediu ajuda por não ter atritos entre as esferas do governo. Ele também disse que vai pedir o apoio das forças federais sempre que necessário.

— Solicitamos agora e vamos solicitar quantas vezes for necessário, porque — ao contrário do que era hábito no Rio de Janeiro, em que as forças estaduais não falavam com as federais, que não falavam com as municipais e ficavam disputando protagonismo — no meu governo não tem disputa de protagonismo. Temos a visão de melhorar a vida do povo. Se eu tiver que pedir 20 vezes, 30 vezes o apoio das forças federais para apoiar a população do Rio na luta pela paz, eu farei.

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