Maré: muro de casa na fronteira entre favelas rivais tem mais de 50 furos de fuzil
As marcas de bala ficaram como prova da violência dos traficantes antes da ocupação
Rio de Janeiro|Do R7

As marcas de bala no muro de uma casa à beira da comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, servem como provas da violência dos traficantes da região antes da ocupação policial, ocorrida no último domingo (30). A reportagem da Record acompanhou o avanço das forças de segurança e percebeu que, em uma das residências, havia mais de 50 perfurações provocadas por balas de fuzil.
O imóvel fica na divisa entre uma favela que era comandada pela maior facção criminosa do Rio e outra que pertencia à gangue de Menor P, preso na semana passada.
300 PMs por turno no complexo
O patrulhamento nas 16 favelas do Complexo da Maré, na zona norte do Rio, passou a ser feito nesta segunda-feira (31) por 300 policiais militares por dia. Segundo o coronel Paulo Henrique de Moraes, chefe do Estado Maior Operacional da PM, para o policiamento ostensivo serão deslocados para o complexo PMs do BPGE (Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos), recentemente criado para atuar nas manifestações de rua.
Enquanto isso, homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e do Batalhão de Choque continuarão no trabalho de vasculhar becos e vielas a procura de traficantes, armas e drogas.
— Com 300 policiais por turno, serão 1.200 homens no total. Somente aqui na Maré estamos com efetivo maior que o de um batalhão comum. Em média, os batalhões possuem cerca de 700 homens—, disse Moraes, rebatendo críticas de moradores da Maré de que o policiamento na região teve sensível redução depois da saída dos jornalistas que cobriram a ocupação neste domingo.
O esquema será mantido até a entrada das tropas do Exército na região, previsto para ocorrer no próximo fim de semana. Nesta segunda, equipes do Exército estiveram na Maré fazendo fotos e reconhecimento da região. O objetivo é fornecer subsídios para facilitar o trabalho dos militares, com informações detalhadas sobre o terreno, a aceitação da população e os possíveis pontos de resistência do tráfico.















