Médicos e estudantes protestam contra falta de recursos no Hospital do Fundão no Rio
Unidade suspendeu cirurgias não emergenciais e internações
Rio de Janeiro|Do R7, com Balanço Geral

Os médicos e estudantes do HUCFF (Hospital Universitário Clementino Fraga Filho), no Fundão, zona norte, realizaram um protesto contra a falta de recursos nesta sexta-feira (4). A dívida do hospital com os fornecedores chega a mais de R$ R$ 7 milhões e as cirurgias não emergenciais e internações foram suspensas.
O presidente do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio), Pablo Vazquez, disse que não interessa aos profissionais se há crise econômica ou política. Segundo Vazquez, eles querem a volta imediata dos atendimentos no hospital.
— A situação é de extrema gravidade. As internações eletivas estão suspensas. As cirurgias eletivas estão suspensas. E se não houver uma melhora de verba, infelizmente, serão suspensas também as cirurgias de emergência.
O diretor do sindicato dos médicos, José Romano, disse que é necessário tomar uma atitude para manter as unidades.
— Nós já fizemos o máximo. Hoje, claramente, o que a gente espera é que realmente a população do Rio entenda que, ou nós vamos fazer alguma coisa, ou nós vamos perder todos os hospitais universitários do Rio de Janeiro.
A crise também atinge outros hospitais universitários, como o Antônio Pedro, da UFF (Universidade Federal Fluminense), onde o corte no orçamento foi de cerca de R$ 10 milhões. A unidade é umas das poucas que fazem cirurgias cardíacas. Além disso, no hospital universitário da UniRio, referência no tratamento da Aids, a dívida chega a 15 milhões.
Para evitar que as unidades fechem as portas, o Cremerj pretende marcar uma audiência com ministros da saúde e educação.
Em nota, o HUCFF informou o recebimento de R$ 3.352.394 do Fundo Nacional de Saúde referente a serviços prestados pela unidade ao SUS (Sistema Único de Saúde), na última quarta-feira (2). Ainda disse que, com o valor, o déficit que antes era de R$ 11 milhões caiu para R$ 7.750.275. A unidade ainda informou que os recursos liberados hoje não são é suficientes para que as atividades voltem ao normal.
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