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"Metrô não é importante para Olimpíadas", diz prefeito do Rio

Eduardo Paes classificou o metrô, que está em expansão na cidade, como conquista extra

Rio de Janeiro|Do R7

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Prefeito afirma que há um plano de contingência caso metrô não fique pronto
Prefeito afirma que há um plano de contingência caso metrô não fique pronto

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), disse nesta terça-feira (8) que "é possível fazer Olimpíada sem metrô", em meio a dúvidas sobre a conclusão da obra para os Jogos Olímpicos de agosto.

De acordo com Paes, há um plano de contingência caso a expansão da linha 4, que irá levar o metrô até a Barra da Tijuca, principal local de competições, não seja finalizada a tempo.


— Tenho plano de contingência para tudo. O que sei é que vai funcionar. É possível fazer Olimpíada sem metrô, mas as informações que temos é que vai ficar pronto.

Paes disse ainda que "o metrô não é importante para Olimpíada" e classificou a obra como uma "conquista extra".


— A Olimpíada é bom motivo para conseguir o metrô.

Segundo uma fonte com conhecimento do assunto, o metrô não deve ser aberto ao grande público na Olimpíada, que começa em 5 de agosto.


— A tendência é que pelo andar da obra não seja aberto para todo mundo.

A cerca de cinco meses para o evento, ainda falta uma parcela importante de recursos financeiros para finalizar a obra. De acordo com o governo do Estado, responsável pela expansão da linha 4, 90 por cento da obra está concluída.


Na segunda-feira, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, visitou a obra e admitiu "preocupação", mas disse estar confiante que tudo ficará pronto até os Jogos. Durante o evento esportivo, milhões de atletas, dirigentes árbitros e torcedores vão circular pela cidade. Segundo a fonte ouvida pela Reuters, o tráfego no Rio precisa ser reduzido em 30 ou 40 por cento para minimizar os eventuais congestionamentos nos horários de pico.

Para diminuir a circulação de pessoas, a prefeitura mudou o período de férias escolares de julho para agosto e solicitou que empresas concedam férias coletivas a seus funcionários.

— Será muita gente na cidade desde atletas a torcedores. São 7 milhões de ingressos e um plano especial em prática. Diferentemente da Copa, em que havia carros privados para circular, na Olimpíada o meio de transporte será público.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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