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Miliciano é preso por suspeita de envolvimento em chacina de Maricá

Cinco jovens foram executados dentro do condomínio onde moravam; Familiares e amigos negam envolvimento das vítimas com o crime

Rio de Janeiro|Tiago Bruno, do R7*, com Agência Brasil

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Polícia já considerava o envolvimento de milicianos no crime
Polícia já considerava o envolvimento de milicianos no crime

Agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí prenderam, durante a manhã desta segunda-feira (9), João Paulo Firmino, suspeito de envolvimento no crime que ficou conhecido como a “Chacina de Maricá”, onde cinco jovens foram assassinados após voltarem de um show dentro do conjunto habitacional onde residiam.

Sávio de Oliveira Vitipó, de 20 anos; Mateus Bittencourt da Silva, de 18; Marco Jonathan, de 17; Patrick da Silva Diniz e Matheus Barauna, ambos de 16 anos, foram forçados a deitar ao chão, de cabeça para baixo, e foram baleados. Parentes e amigos negaram que as vítimas possuíssem envolvimento com o crime.


Segundo as investigações, os jovens foram abordadas no interior do condomínio onde residiam, junto a uma churrasqueira, onde conversavam, quando o executor determinou que todos deitassem no chão e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra regiões letais, como cabeça e tórax.

A descrição detalhada de João Paulo Firmino foi feita por uma testemunha que relatou que, ao ouvir os tiros, na madrugada do dia 25, foi até a janela e viu o executor. Ela disse ainda que o assassino, antes de entrar no veículo que conduzia, gritou: “Entra todo mundo, pois aqui é a milícia. Vou acabar com a bagunça no condomínio”.


Quadrilha

A delegada Bárbara Lomba, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí disse que a polícia chegou aos nomes de integrantes de uma quadrilha de milicianos, contra os quais já havia mandados de prisão por homicídio por outros crimes na região. As investigações apontaram que todas as vítimas foram assassinadas com a mesma arma e que “não há comprovação de envolvimento dos rapazes mortos com o crime". A polícia continuará investigando o caso.


O chefe operacional da Polícia Civil, delegado Gilberto Ribeiro disse que “a milícia é prioridade da polícia, como também o tráfico de drogas. A forma de atuação de um e de outro grupo é bastante semelhante. Queremos deixar muito claro que para a Polícia Civil hoje a prioridade é dar fim ou pelo menos combater de forma enérgica todo tipo de crime organizado”.

O R7 tenta contato com a defesa de João Paulo Firmino.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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