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Ministério Público pretende denunciar suspeitos de matar cinegrafista até fim da próxima semana

Cláudia Condack crê que há indícios para qualificar crime como homicídio com dolo eventual

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Caio é apontado como o responsável por posicionar no chão o rojão que atingiu o cinegrafista
Caio é apontado como o responsável por posicionar no chão o rojão que atingiu o cinegrafista

A promotora Cláudia Condack pretende denunciar até o final da próxima semana os dois suspeitos de ter jogado o rojão contra o cinegrafista Santiago Andrade. Ela espera receber nos próximos dias o inquérito finalizado pelo delegado Maurício Luciano, titular da 17ª Delegacia de Polícia.

— Há um conjunto probatório suficiente para sustentar a tipificação dada pelo delegado de polícia, que seria o homicídio com dolo eventual—, disse a promotora, que ressaltou que suas impressões eram baseadas nas informações veiculadas na mídia até o momento.


Cláudia Condack diferenciou as situações em que o homicídio pode ser culposo, doloso ou com dolo eventual.

— É preciso ver nos autos se eles, ao manipularem o artefato explosivo, nas circunstâncias e no local em que estavam, assumiram os riscos de produzir esse resultado, aceitaram, vislumbraram esse resultado, e ainda assim prosseguiram. Ou se eles simplesmente agiram com violação ao dever de cuidado, o que seria culposo. No crime doloso, o sujeito admite e aceita a ocorrência do resultado, não se importa com o advento do resultado. No culposo, ele pode até aceitar a possibilidade do resultado, mas confia que esse resultado não se produzirá.

O dolo eventual, segundo a promotora, é um meio-termo entre o crime culposo e o doloso. Caio Silva de Souza e Fábio Raposo estão presos no Complexo Penitenciário de Gericinó.

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