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Ministro da Justiça diz que ataque a agentes da Força Nacional na Maré "não mancha os Jogos"

Um dos soldados foi baleado na cabeça ao entrar por engano em comunidade

Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, do R7

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Operação na Maré que buscou autores do ataque acabou com três suspeitos de envolvimento com tráfico baleados (um deles morreu)
Operação na Maré que buscou autores do ataque acabou com três suspeitos de envolvimento com tráfico baleados (um deles morreu)

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, procurou tratar o ataque a uma viatura da Força Nacional de Segurança que deixou dois agentes baleados — um deles permanece em estado grave após ser atingido na cabeça — como um incidente isolado durante a Rio 2016. Para ele, o crime "não mancha os Jogos".

— Não tem absolutamente nada de mancha em relação às Olimpíadas, até porque é um ato que não tem nenhuma relação com os Jogos Olímpicos. Antes das Olimpíadas, eu afirmei várias vezes que a preocupação maior das forças de segurança era em relação à segurança pública, não em relação a terrorismo ou a outras questões. Infelizmente não é possível evitar tudo, mas, infelizmente ainda, a gravidade é do crime, mas não há nenhuma rusga, nenhuma mancha em relação às Olimpíadas que transcorrem de forma absolutamente tranquilas. Basta ver que, mesmo após o incidente de ontem, mesmo após a grande operação de madrugada e todo o dia, não houve nenhuma alteração em nenhum dos parques olímpicos.


Alexandre de Moraes, que participou no final da tarde desta quinta-feira (11) do lançamento da cartilha “Por Olimpíadas sem Racismo” pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, disse que nada muda no esquema de segurança dos Jogos. O ministro afirmou que a Força Nacional de Segurança não atua nas ruas, mas nos acessos e áreas internas das arenas olímpicas, enquanto o Exército e a Polícia Federal cuidam da segurança externa.

Segundo ele, os agentes, que são da região Norte do País e vieram ao Rio para integrar o esquema de segurança, estão muito abalados com o ataque. O ministro foi questionado se os agentes usavam o aplicativo Waze, que indica rotas de trânsito, no momento do ataque, mas respondeu que os agentes ainda não foram ouvidos. Ele classificou o ataque como "lamentável" e "covarde".


Uma operação conjunta, envolvendo forças de segurança estaduais e federais, além do Exército, aconteceu a partir da madrugada desta quinta no Complexo da Maré. Três suspeitos de envolvimento com o tráfico foram baleados, sendo que um deles morreu. 

— Nós nos preparamos para a prevenção [de crimes], para evitar, e, no caso da necessidade de reação, estamos preparados.

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