Moradora da Rocinha afirma que PMs do Bope disseram que abuso sexual "ia acabar rapidinho"
Mulher afirma que dois PMs abusaram sexualmente dela na manhã do dia 25 de dezembro
Rio de Janeiro|Do R7
A moradora da Rocinha que acusa dois policiais militares do Bope de terem abusado sexualmente dela na manhã do dia 25 de dezembro afirma que eles mandaram ela não pedir socorro porque "ia acabar rapidinho".
— Quando ele me levou para dentro do beco, ele me colocou já de costas e falou para eu ficar quieta que ninguém ia conseguir ouvir, e que aquilo ia acabar rapidinho.
A jovem de 30 anos afirma, também, que tinha um corpo esticado no chão e que o beco para que foi levada ficava um pouco a frente.
— Eu tava descendo de uma confraternização. Eu cheguei no final do valão, onde eu preciso descer para poder prosseguir o meu caminho até chegar na minha residência, e tinha um corpo esticado no chão.
O crime aconteceu na noite de 25 de dezembro, quando ela voltava de uma festa. Exame feito no IML (Instituto Médico Legal) comprova que a mulher foi vítima de estupro. O caso está sendo investigado.
Por meio de nota, o comando do Bope disse que vai apurar o caso e informou que a equipe foi acionada para atender um policial ferido na Rocinha. Segundo o batalhão especial, os agentes foram recebidos a tiros por criminosos e, por isso, a incursão foi interrompida.
No local, de acordo com o Bope, a equipe foi informada que havia um corpo em determinado ponto. Os policiais foram verificar e encontraram o corpo, preservando o local e acionando a Delegacia de Homicídios que compareceu ao local para fazer a perícia. De acordo com o comando do batalhão, a equipe não relatou nenhum outro fato além disso.















