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Moradores de comunidade na zona oeste do Rio protestam por urbanização

Projetos de mobilidade e urbanização da Vila Autódromo ainda não foram apresentados

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Protesto interditou uma das pistas da avenida Abelardo Bueno
Protesto interditou uma das pistas da avenida Abelardo Bueno

Os moradores da Vila Autódromo, na zona oeste do Rio, voltaram a cobrar nesta quarta-feira (24) que a Prefeitura do Rio de Janeiro apresente projetos de mobilidade e urbanização na área. A comunidade quer executar o Plano Popular da Vila Autódromo, elaborado pelos moradores em parcerias com especialistas de universidades federais e que, recentemente, ganhou R$ 192 mil como prêmio do banco alemão Deutsche Bank. Sem conhecer o projeto da prefeitura, a comunidade não pode executar o próprio plano, que prevê, por exemplo, a construção de uma creche.

Para protestar, os moradores serviram café da manhã para os operários que chegavam para trabalhar no Parque Olímpico - área que receberá as instalações para competições em 2016 e o centro de mídia - e para motoristas que transitavam na avenida Abelardo Bueno. Uma das pistas no sentido Linha Amarela chegou a ser fechada. A comunidade serviu cafezinho, sucos, pão com queijo e presunto também aos motoristas, que contribuíram com dinheiro para financiar a manifestação, segundo os manifestantes.


De acordo com o presidente da Associação de Moradores da Vila Autódromo, Altair Guimarães, a comunidade depende do projeto da prefeitura para avançar com os planos próprios. Ele conta que prefeitura não faz intervenções urbanísticas na comunidade e atrasa o projeto popular.

— O prefeito tem que dizer o que ele pretende, onde vai passar viaduto e pontes para o [antigo] autódromo. Os técnicos das universidades, do nosso projeto, bonito, lindo, anseiam ter isso.


Parte dos moradores da vila deixou a comunidade em troca de imóveis populares no Parque Carioca, um condomínio de 900 unidades, com dois e três quartos. Os imóveis tem área verde, clube com piscina, espaço gourmet, creche e espaço comercial, um empreendimento que custou R$ 105 milhões, segundo a Empresa Olímpica Municipal (EOM). No entanto, decidiram ficar na comunidade 187 famílias, que cobram políticas públicas.

Um das autoras do Plano Popular, a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Camila Lomino, disse que o projeto da Vila Autódromo, incluindo a creche, custa um terço do projeto de remoção da prefeitura. Porém, avalia que não há boa vontade da Prefeitura do Rio para atender a comunidade remanescente, a começar pela regularização dos imóveis.


— Não existe segurança jurídica e legalização formal do registro da terra. É uma disputa que favorece as construtoras e é uma briga muito dura, pois estamos falando de direitos.

A comunidade reivindica esgotamento sanitário, dragagem de canal, recuperação da faixa marginal da Lagoa de Jacarepaguá, a criação de novas áreas comunitárias de esporte e lazer, a inclusão da comunidade no Programa Saúde da Família, além da construção uma creche e uma escola municipal. A reforma das unidades habitacionais foi incluída no documento de reivindicação, de acordo com as características de cada família.

A Secretaria Municipal de Habitação não forneceu detalhes sobre os projetos da prefeitura. A Secretaria de Educação também não informou se pretende participar da construção da nova creche e da escola na comunidade.

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