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Moradores de favela no Rio acusam policiais de tortura e morte de jovem

Os PMs se defendem e alegam que o rapaz passou mal durante a abordagem

Rio de Janeiro|Do R7

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João Mario Francisco morreu durante uma operação da PM
João Mario Francisco morreu durante uma operação da PM

Parentes e amigos do jovem João Mário Teixeira Francisco, de 20 anos, fizeram uma manifestação e queimaram três ônibus e um carro em Praça Seca, na zona oeste do Rio, a fim de denunciar que o rapaz foi torturado e morto por policiais militares na comunidade de São José Operário. A morte ocorreu na quarta-feira (26). PMs do Batalhão de Rocha Miranda (9º BPM) teriam encontrado drogas perto da casa onde estava João Mario Francisco. Segundo testemunhas, os agentes levaram o suspeito para uma casa isolada e começaram a torturá-lo.

A reportagem da Record encontrou um alicate, um cinto e uma barra de ferro no chão da casa onde o episódio teria acontecido. Um homem, que não quis se identificar, contou que ouviu os policiais exigindo uma confissão e a vítima pedindo socorro.


O atestado de óbito indicou que a morte ocorreu por edema pulmonar e cardiopatia. A Polícia Militar afirmou que o jovem passou mal durante a abordagem e que aguarda o resultado da necropsia para voltar a se manifestar. A mãe de João Francisco disse à Record que ele não sofria de problemas no coração. Já a delegada responsável pelas investigações contou que o laudo não aponta quaisquer sinais de violência.

Na manhã desta quinta, o comandante do Batalhão de Rocha Miranda (9º BPM), Wagner Moretzsohn, foi exonerado. Ele estava na função havia cerca de três meses. O comandante Luís Otávio, do Batalhão de São Cristóvão (4º BPM), assumirá o cargo.

Com medo de novos protestos, comerciantes fecharam as portas em parte da Praça Seca nesta quinta. Assista ao vídeo:

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