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Morro dos Macacos: PM reforça segurança após novo tumulto; criança baleada segue em estado grave

Moradores lançaram pedras contra agentes, que reagiram com bombas de efeito moral

Rio de Janeiro|Do R7, com RJ no Ar e Agência Estado

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Baleado na cabeça durante tiroteio na tarde da segunda-feira (5), o menino Victor Gomes Bento, de oito anos, permanecia em estado grave na manhã desta quarta (7), segundo o Hospital Federal dos Servidores do Estado. A criança foi transferida para Centro de Tratamento Intensivo Pediátrico da unidade. Apesar de grave, o estado de saúde da criança é estável. O garoto passou por cirurgia que durou mais de quatro horas na noite de segunda no Hospital Federal do Andaraí, zona norte da cidade.

A criança foi atingida no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, zona norte do Rio, comunidade que tem uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) desde 2011. Na manhã desta quarta, o policiamento permanecia reforçado no Morro dos Macacos. A Secretaria Municipal de Educação informou que as escolas da região estão funcionando, mas com baixa frequência.


Por volta das 21h de terça (6), houve um princípio de tumulto na rua Armando de Albuquerque. Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, os policiais da UPP foram xingados por um grupo e alguns jovens atiraram pedras contra agentes. Uma equipe do BPChoque (Batalhão de Policiamento de Choque) que estava na avenida Barão do Bom Retiro, um dos principais acessos ao Morro dos Macacos, interveio. A polícia recorreu a bombas de efeito moral para dispersar os ativistas.

Tiros de balas de borracha foram dados para dispersar o grupo. Não há registro de tiros disparados por arma de fogo na comunidade, segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora.


O delegado responsável pela investigação foi ao morro e disse que fará uma reconstituição nos próximos dias para tentar descobrir de onde partiu o tiro que atingiu Victor.

Bala perdida


Victor voltava da escola e estava acompanhado do irmão quando foi baleado. Ele atravessava uma rua da favela quando ocorreu o tiroteio entre policiais e criminosos, perto da base da UPP. Foi socorrido pelo dono de uma loja de materiais de construção.

Duas pistolas e um fuzil usados por policiais que participaram da ação foram recolhidas para perícia. Quatro PMs foram ouvidos pela Polícia Civil e outros quatro devem ser intimados. Ninguém foi preso.

Depois que Victor foi baleado, moradores fizeram uma manifestação contra a ação da PM. Barricadas de lixo foram incendiadas nos acessos à favela e policiais usaram bombas de gás e spray de pimenta para acabar com o protesto. Alguns moradores passaram mal em meio ao tumulto, incluindo crianças.

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