Morte no Chapadão: jovem pode ter sido confundido com olheiro do tráfico
Polícia continua as buscas pelo corpo do policial desaparecido na comunidade
Rio de Janeiro|Do R7
A família do jovem Maique Silva, morto na quarta-feira (14) no Complexo do Chapadão, zona norte, acredita que ele pode ter sido confundido com um olheiro do tráfico, jovens que avisam criminosos sobre a presença da polícia nas comunidades. O rapaz foi atingido por dois tiros quando estava sentado mexendo no telefone celular, antes de ir para o trabalho, o que pode ter dado a impressão de que Maique era um olheiro. A Polícia confirmou que ele não tinha nenhuma passagem pela polícia.
Maique, que era vidraceiro, foi morto durante as buscas pelo corpo do policial Neandro Oliveira, que desapareceu na região. Na manhã desta sexta (16), policiais do batalhão de Irajá (41º BPM) realizam buscas pelo policial no Complexo do Chapadão.
O policial Neandro Santos de Oliveira teria sido vítima de uma falsa blitz no Chapadão, na rua Alcobaça, perto da via Light. O carro do agente foi encontrado na entrada da comunidade Final Feliz. Dentro do veículo, havia sangue e a identidade do policial. O carro tem muitas marcas de tiros e a parte da frente está amassada, o que indica que ele se chocou contra algo. Os dois air-bags do veículo foram acionados.
Segundo o delegado Rivaldo Barbosa, três corpos, ainda não identificados, foram encontrados na terça-feira (13) no alto do Chapadão. Eles foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), onde serão submetidos à análise para verificar se um deles é do policial. O IML concluiu, nesta quarta (14) que pelo menos um, dos três corpos, não é de Neandro.















