Mortes em comunidades com UPPs aumentam 55% no primeiro semestre de 2015
No mesmo período seis policiais miliatares foram mortos em serviço em comunidades do Rio
Rio de Janeiro|Do R7
O indicador de letalidade violenta aumentou cerca de 55% no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período em 2014. O dado é a relativo a soma do homicídio doloso, homicídio decorrente de intervenção policial, roubo seguido de morte e lesão corporal seguida de morte.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (16) pelo ISP (Instituto de Segurança Pública) junto com outros dados sobre as incidências criminais e administrativas das 38 comunidades do Rio com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).
Segundo o ISP, das 73 vítimas de letalidade violenta no primeiro semestre de 2015, 56 foram vítimas de homicídio doloso. Além disso, os autos de resistência, homicídios decorrentes de intervenção policial, aumentaram de 11, no primeiro semestre de 2014, para 17, no mesmo período deste ano.
O instituto ainda diz que o aumento ocorreu devido ao conflito entre facções em maio deste ano nas comunidades da Coroa, Fallet, Fogueteiro e São Carlos, todas no centro do Rio, quando 11 pessoas foram vítimas de homicídio doloso.
Seis policiais foram mortos em serviço no primeiro semestre de 2015. Os crimes ocorreram nas UPPs do Alemão, Cidade de Deus, Fazendinha e São Carlos. Com relação ao mesmo período no ano passado, o número foi de cinco PMs.
Os dados divulgados também mostram que o roubo de rua diminui de 371, em 2014, para 324, em 2015, o de veículos caiu de 127 para 87 no mesmo período. Além disso, a apreensão de drogas no ano passado foi de 127 e caiu para 87 este ano, já a de armas aumentou de 108 para 154.
O ISP informa que, apesar do aumento no número de letalidade violenta, a quantidade é 59,2% menor do que o primeiro semestre de 2008, quando foi implantada a primeira UPP. Os dados informados são referentes às 38 UPPs em funcionamento no Rio. Dentre elas estão a do Adeus, Baiana, Alemão e Andaraí.















