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Motorista que matou bebê de oito meses terá que entregar passaporte

Apreensão do documento foi solicitada após informações de que Antonio de Almeida Anaquim tinha intenção de deixar o país

Rio de Janeiro|Juliana Valente, do R7

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Antonio de Almeida Anaquim terá que entregar o passaporte
Antonio de Almeida Anaquim terá que entregar o passaporte

Antonio de Almeida Anaquim, 41 anos, que conduzia o carro que atropelou 17 pessoas e matou um bebê de oito meses na noite do dia 18 de janeiro, na praia de Copacabana, na zona sul do Rio, terá que entregar o passaporte. De acordo com a Polícia Civil, a Justiça determinou a apreensão do documento após informações obtidas durante as investigações de que Anaquim tinha a intenção de deixar o país. Segundo o delegado Gabriel Ferrando, a medida foi tomada para evitar que o resultado das investigações seja colocado em risco. 

No dia do crime, o motorista do veículo alegou que sofreu ataque epilético e teve um apagão quando dirigia. Anaquim vai responder em liberdade por homicídio culposo — quando não há intenção de matar. O inquérito policial ainda não foi concluído e a situação do motorista ainda pode ser agravada pelo fato dele ter negado possuir qualquer doença neurológica, incluindo epilepsia, na última renovação de CNH (Carteira Nacional de Habilitação). No entanto, a ficha preenchida pelo condutor apresenta duas rasuras na resposta ao questionamento “você toma algum remédio ou faz algum tratamento de saúde”.

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Além disso, em sua carteira de motorista, Anaquim acumula 14 multas, que somam 62 pontos por infrações como avanço de semáforo no sinal vermelho e estacionamento proibido. Segundo o Detran (Departamento de Trânsito), ele estava com a habilitação suspensa desde maio de 2014, mas não cumpriu a exigência de devolução da documento. Para a polícia, o motorista afirmou que não foi notificado quanto a suspensão do direito de dirigir.

Morte bebê

Parentes da pequena Maria Louise, de oito meses, morta nesta acidente, afirmaram que vão processar Antonio de Almeida Anaquim. O advogado da família, Carlos Alberto do Nascimento, confirmou que vai entrar com uma ação na Justiça para cobrar que o atropelador pague o tratamento da mãe, Niedja da Silva Araújo, que também se feriu no acidente e está desempregada. Nascimento disse ainda discordar da avaliação da polícia de que o condutor do veículo não teve a intenção de matar. 

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