Mototaxista é morto em operação policial no Jacarezinho, zona norte do Rio
Ação contra tráfico de drogas acontece em várias cidades do RJ
Rio de Janeiro|Do R7
Um jovem morreu durante operação policial no Jacarezinho, zona norte do Rio, na manhã desta quinta-feira (27). O rapaz, identificado como Breno de Souza Silva, chegou a ser socorrido no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade. De acordo com familiares, Breno era mototaxista e não tinha envolvimento com o tráfico. Já a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da comunidade, disse que com a vítima foi encontrada uma pistola.
A intensa troca de tiros provocou a suspensão da circulação de trens na região, no início da manhã. Segundo a Supervia, o serviço foi retomado por volta das 10h30.
A ação no Jacarezinho integra uma operação maior comandada pelo Gaeco-MP (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público) e pela CI-PM (Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar), que visa desarticular uma quadrilha de traficantes com atuação nos municípios de Guapimirim, na Baixada Fluminense, e Teresópolis, na região serrana. Foram expedidos mandados de prisão contra onze denunciados, além de 31 de busca e apreensão nos municípios citados e, também, em Duque de Caxias e no Rio. Na capital fluminense, os policiais cumprem mandatos nas comunidades do Jacaré, Mandela, Parque União, Nova Holanda, 5 Bocas e Pica-pau, todas na zona oeste.
Operação Turma do Chapa
De acordo com a denúncia do GAECO-MPRJ, a quadrilha atuava na venda de drogas e armas nas localidades de Barreira, Lage, Limoeiro, Caneca Fina e Centro, todas localizadas em Guapimirim. Os produtos eram adquiridos no Rio de Janeiro e levados para o município, de onde também seguiam para Teresópolis. As investigações apontam que as comunidades cariocas serviriam como entreposto para remessa de drogas e armas entre o Rio e Guapimirim.
Para o MP, a organização criminosa seria comandada por Paulo Roberto Vasconcellos Júnior, conhecido como “Vascaíno”, que coordenava a venda e a distribuição dos entorpecentes e controlava a contabilidade da associação, além de ser responsável pelo recrutamento de “soldados”, “vapores” e “mulas”. A maior parte das drogas distribuídas e vendidas pela associação seria fornecida por Gerson Roberto Willrich, que buscava o material ilícito em comunidades da Ilha do Governador, do Parque União, do complexo da Maré e na favela do Jacarezinho. Ele também seria o responsável pela redistribuição dos entorpecentes em Teresópolis.
Toda a droga seria levada para Guapimirim pelo mototaxista Alexssandro da Costa Monteiro, vulgo “Romarinho”, e por Luiz Eduardo de Oliveira Coelho, o “Peixada”. O carregamento seria recebido pelos denunciados Rômulo Nascimento, Matheus Couto e Marlon Rodrigues, responsáveis pela redistribuição aos “vapores” e pela venda a bocas de fumo locais. No terceiro escalão dessa organização criminosa, os denunciados Marlon Neif Andrade, Diego dos Reis Macedo e Thiago Anselmo atuariam como “mulas” e “vapores”. Eles seriam os responsáveis pelo transporte das drogas e pela venda direta dos entorpecentes.
Ainda segundo o MP, o acusado Edson Coelho de Moraes, vulgo “CB Coelho”, valendo-se da condição de policial militar, era o responsável pelo transporte do material bélico entre o Rio e Guapimirim, com a finalidade de abastecer a associação criminosa.
A ação, intitulada Turma do Chapa, conta com o apoio de homens do Bope (Batalhão de Operação Especiais), Choque, BAC (Batalhão de Cães) e GAM (Grupo Aero-Marítimo), além de policiais do GAP (Grupo de Apoio a Promotores) de Teresópolis.
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