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MP denuncia pastor Marcos Pereira por estupros e por ameaçar vítima

Segundo promotor, comparsas ajudaram a coagir uma seguidora

Rio de Janeiro|Do R7

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Marcos Pereira da Silva se tornou conhecido ao pregar em presídios
Marcos Pereira da Silva se tornou conhecido ao pregar em presídios

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou Marcos Pereira da Silva, o diretor da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, por dois crimes de estupro e coação de testemunha. Segundo o MP, o pastor, acompanhado por comparsas, ameaçou uma das vítimas dos abusos sexuais por prestar depoimento contra ele.

Um dos estupros, de acordo com o promotor Rogério Lima Sá Ferreira, foi cometido contra uma seguidora no final de 2006, nas dependências da igreja. O segundo caso denunciado pelo MP ocorreu em 2009, contra outra integrante da Assembleia de Deus. Em ambos os episídios, o pastor teria se valido da condição de autoridade religiosa para cometer os crimes.


Ainda de acordo com Rogério Ferreira, o pastor e os comparsas Ubirajara Moraes Pereira, Cezar Luiz Morares Pereira, Lúcio Oliveira Câmara Filho e Daniel Candeias da Silva vão responder por coação por ameaçar uma das vítimas, que denunciou o líder religioso pela prática dos crimes.

Prisão


Marcos Pereira da Silva foi capturado por policiais civis na última terça-feira quando dirigia pela avenida Brasil. Contra ele havia dois mandados de prisão pendentes. Na delegacia para onde Marcos Pereira foi levado, integrantes da igreja, como o ex-pagodeiro Waguinho, fizeram uma espécie de vigília. O suspeito se mostrou surpreso pela abordagem policial e antes de, entrar prestar depoimento, disse não imaginar por qual motivo estava sendo acusado.

O pastor também é investigado por quatro homicídios e lavagem de dinheiro. Marcos Pereira da Silva dirige a Assembleia de Deus dos Últimos Dias desde 1993 e se tornou conhecido por fazer cultos em presídios e por interceder para que traficantes libertassem reféns.

Em fevereiro de 2012, o coordenador da ONG Afroreggae, José Júnior, acusou o pastor tê-lo ameaçado de morte. Os dois tinham relação próxima, mas, em 2009, por conta de uma “traição”, a amizade foi desfeita. Ainda segundo o líder da ONG, Marcos Pereira da Silva teve influência sobre ataques criminosos que ocorreram no Rio.

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