Rio de Janeiro MP-RJ denuncia filhos de Flordelis por assassinato de pastor

MP-RJ denuncia filhos de Flordelis por assassinato de pastor

Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cezar dos Santos de Souza estão presos na carceragem da delegacia de homicídios, em Niterói, há quase dois meses

  • Rio de Janeiro | Lucas Ferreira, do R7*

Flávio, filho biológico de Flordelis, foi preso durante velório de Anderson

Flávio, filho biológico de Flordelis, foi preso durante velório de Anderson

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO/ 18.06.2019

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou na última quinta-feira (15) os dois filhos da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) pela morte do pastor Anderson do Carmo, em junho deste ano, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

De acordo com o MP-RJ, Flávio dos Santos Rodrigues foi responsável por atirar em Anderson, enquanto Lucas Cezar dos Santos de Souza teria atuado como cúmplice por saber do plano de execução, além de ter ajudado seu irmão a comprar a arma usada no assassinato.

Flávio também não teria direito de posse e porte da arma, que era de uso restrito. Segundo o órgão, a pistola ainda teria seu número de série raspado, o que poderia dificultar a identificação da arma pelos peritos.

Os irmãos estão presos desde junho. Além de acusados pela morte de Anderson, Flávio e Lucas foram detidos por suspeita de violência doméstica  e envolvimento com o tráfico, respectivamente.

A Polícia Civil entregou o inquérito ao MP-RJ na última quarta-feira (14), que agora envia a denúncia à Justiça.

Para a delegada da DHNSGI (Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí), Bárbara Lomba, a morte de Anderson teve motivação financeira.

"Até este ponto da investigação, podemos afirmar que o crime foi cometido por razões financeiras, administração de bens”, disse Bárbara em entrevista coletiva.

Flávio e Lucas responderão por homicídio qualificado, com pena de 12 a 30 anos. Flávio também responderá por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, com pena de três a seis anos de prisão.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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