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MP-RJ reafirma que imagens da cela de Garotinho foram manipuladas

TJ-RJ divulgou estudo, na quarta-feira (7), que contradiz investigação do Ministério Público; Garotinho afirma ter sido agredido em cadeia de Benfica 

Rio de Janeiro|Mariana Pepe, do R7*

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Garotinho alega ter sido agredido quando estava em Benfica
Garotinho alega ter sido agredido quando estava em Benfica

O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) divulgou uma nota oficial, nesta sexta-feira (9), em que reafirma que houve manipulação nas gravações das câmeras de segurança do presídio onde o ex-governador Anthony Garotinho disse ter sido agredido em novembro de 2017.

A promotoria se manifestou após o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) apresentar, na quarta-feira (7), um laudo do setor de segurança eletrônica em que os peritos dizem não poder confirmar que houve manipulação nas imagens.

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O estudo do TJ contradiz a investigação feita pelo Ministério Público, em janeiro, que afirma que, na noite da suposta agressão, três câmeras da cadeia foram desligadas e uma teve a imagem congelada.

De acordo com a Dedit (Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia), do MP, o laudo do TJ-RJ é descritivo e não demonstra como as conclusões foram obtidas.

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"O laudo elaborado pelo Setor de Segurança Eletrônica do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro admite a falta de recursos disponíveis para uma análise mais precisa do evento e o seu resultado inconclusivo não invalida ou contradiz as conclusões apresentadas pelos técnicos periciais da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI)/Dedit", afirma o documento.

O laudo do MP-RJ foi produzido após o exame criterioso de 269 arquivos armazenados em 16 pastas.

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"Nosso laudo demonstra, sem sombra de dúvidas, que, por volta das 23h, houve um desligamento do sistema de câmeras que foi religado à 1h36. Há provas de que foi religado por ação humana e não por defeito. Nosso estudo não pode afirmar que houve nem que não houve agressão a Anthony Garotinho. O que o laudo do MPRJ afirma é que as câmeras foram desligadas naquele dia por ação humana", esclareceu a promotora Elisa Fraga.

Agressão Garotinho

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No período em que esteve preso na Cadeia de Benfica, em novembro do ano passado, o ex-governador informou que foi agredido no joelho, por um agente penitenciário, com um taco de beisebol. Após a agressão, o ex-governador chegou a ser atendido pelo ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes, preso na mesma unidade.

Devido a essa suposta agressão, Garotinho foi transferido para o Presídio Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio, onde passou por exames para comprovar as agressões e prestou depoimento à Polícia Civil do Rio para relatar o que teria ocorrido. Na ocasião, ele ainda chegou a fazer um retrato falado do suposto agressor.

Em nota, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) afirmou que não encontrou provas da agressão alegada pelo ex-governador.

Desdobramentos

A denúncia de Garotinho causou uma revista do Ministério Público na cadeia de Benfica. Na vistoria, promotores encontraram alimentos importados e outras mercadorias irregulares na ala onde o também ex-governador do Rio Sérgio Cabral estava preso. Entre os produtos estavam iogurtes, alimentos importados, queijos, castanhas, frios, cafeteira, eletrônicos e outras mercadorias não permitidas pela Seap.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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