Logo R7.com
RecordPlus

MPRJ denuncia oito pessoas por lavagem de dinheiro do jogo do bicho por meio de bets

Grupo teria ocultado e dissimulado pelo menos R$ 5,2 milhões usando empresas de apostas e “laranjas”

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O MPRJ denunciou oito pessoas por lavagem de dinheiro do jogo do bicho usando bets.
  • Os acusados teriam ocultado R$ 5,2 milhões através de empresas de apostas e "laranjas".
  • Mandados de busca foram cumpridos em várias localidades do Rio de Janeiro e outros estados.
  • Transações financeiras suspeitas e depósitos em dinheiro vivo foram identificados pelos investigadores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Grupo teria lavado R$ 5,2 milhões por meio de bets Reprodução/RECORD

O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou oito pessoas por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho por meio de empresas de apostas esportivas online, as chamadas bets.

Segundo a denúncia, os investigados teriam ocultado e dissimulado ilicitamente pelo menos R$ 5,2 milhões. Foram denunciados Flavio da Silva Santos, Vinicius Pereira Drumond, Alexandre Vinicius da Costa Guedes, Jorge Roberto de Oliveira Figueiredo, João Eric Lourenço da Silva, Ana Paula Batista Vitorino, João Victor de Araujo Souza e Lucas Pastore Laporte de Souza.


Na terça-feira (1º), a CSI (Coordenadoria de Segurança e Inteligência) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca, Freguesia, Botafogo e Centro, no Rio de Janeiro, além de locais nos estados do Paraná e de Goiás.

A pedido do CyberGaeco/MPRJ, a Justiça também determinou a suspensão das atividades e dos CNPJs das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações. As diligências realizadas fora do estado contaram com o apoio dos Gaecos dos Ministérios Públicos do Paraná e de Goiás.


A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa.

Dinheiro teria sido inserido no mercado formal

De acordo com o MPRJ, recursos provenientes da contravenção eram inseridos na economia formal por meio da casa de apostas Rio Jogos, operada pela LEMA Administração e Participações S/A.


Para viabilizar a operação, os investigados teriam utilizado diferentes empresas, incluindo a JRF Eagle Participações e a Invectry Participações, além de pessoas apontadas pelos investigadores como laranjas.

O rastreamento financeiro identificou que, em 6 de maio de 2024, a LEMA recebeu dois aportes de R$ 2.598.150 cada. Um deles teria sido realizado por João Eric, enquanto o outro partiu da Apoio Consultoria Financeira, empresa de titularidade de Ana Paula e João Victor.


Ainda segundo a investigação, no mesmo dia a LEMA transferiu R$ 5,2 milhões à Loterj como pagamento da outorga necessária para a exploração de apostas de quota fixa.

Os investigadores também rastrearam outras movimentações financeiras realizadas entre os denunciados e as empresas envolvidas. Segundo o MPRJ, foram identificadas transações incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados.

A apuração apontou ainda depósitos realizados em dinheiro vivo, com cédulas de pequeno valor. Algumas das notas, segundo o Ministério Público, apresentavam sinais de mofo.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.