MPRJ investiga se ex-PM condenado de assassinato trabalha de segurança de Cabral em presídio
De acordo com a Seap, detento cumpre pena em Benfica por determinação judicial
Rio de Janeiro|do R7 com Record TV Rio

O ex-governador do Rio Sergio Cabral está dividindo cela com um ex-policial militar, que foi condenado após se associar a traficantes de uma facção criminosa na época das ocupações das comunidades pelas UPPs. Flávio Mello dos Santos teria sido preso quando tentava auxiliar traficantes a fugirem da Rocinha, na zona sul do Rio, durante uma operação policial. De acordo com uma reportagem da Folha de São Paulo, Santos teria conhecido Cabral em novembro do ano passado, quando o ex-governador teria sido enviado para o presídio Bangu 8.
Santos foi considerado um criminoso de alta periculosidade na sentença assinada pelo juiz André Ramos. O ex-policial responde a oito processos criminais, dentre os quais um é de assassinato do ex-Secretário de Transportes de Macaé, cidade do norte fluminense, que teria investigado o seu envolvimento com o tráfico na região, segundo apurou a Folha de São Paulo.
De acordo com uma reportagem feita pela Record TV Rio, o ex-policial teria sido transferido juntamente com ex-governador para uma cela Bep (Batalhão Especial Prisional), em Benfica, zona norte do capital, onde apenas presos com diploma de ensino superior poderiam cumprir pena. Segundo a matéria, Santos não teria terceiro grau e estaria exercendo funções de faxineiro, segurança e mordomo de Sergio Cabral. A denúncia foi feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que ao fazer uma fiscalização surpresa, teria se deparado com esse quadro, além de ter encontrado altas dosagens de antidepressivo na cela do ex-governador.
Em nota, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) teria afirmado que o ex-policial estaria recluso no mesmo local que o político devido a uma determinação judicial. A Seap afirmou ainda, que não seria verdade que Santos estaria se comportando como um funcionário de Cabral. O advogado, Rodrigo Roca, que defende o peemedebista, teria declarado à Folha que a acusação é falsa.
— É preciso um raciocínio muito confuso e predisposto a maledicência para se construir uma história como essa. Para que o ex-governador precisaria de um segurança para se proteger de pessoas com as quais ele está preso, todas com diplomas de nível superior e [presos por não pagar] pensão alimentícia. Ele estaria sob o risco de quê? — indagou Roca à Folha.
Veja abaixo a reportagem do RJ no Ar















