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Mulher atendida em clínica onde modelo morreu diz que médico aplicou metacril em seu queixo sem ela saber

TJ afirma que cirugião responde a casos criminais, processos cíveis e erros médicos

Rio de Janeiro|Do R7

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Enquanto a Polícia tenta descobrir o que causou a morte da modelo Raquel dos Santos, surgem outras denúncias contra o médico
Enquanto a Polícia tenta descobrir o que causou a morte da modelo Raquel dos Santos, surgem outras denúncias contra o médico

Uma nova denúncia contra o cirurgião plástico Wagner de Moraes, que realizou um procedimento estético na modelo Raquel dos Santos, revela que o médico utilizou o produto conhecido como metacril, no lugar de uma prótese no queixo de uma paciente. A mulher, que preferiu não ser identificada, conta que procurou o cirurgião para fazer uma lipoaspiração. No consultório, ela diz que foi convencida a também fazer uma intervenção no rosto.

— Eu fui procurar um procedimento necessário, que era uma endometriose no umbigo e aproveitar para fazer uma lipo. Aí, ele falou: 'Quanto você tem para fazer essa cirurgia?' Eu falei que tinha R$ 12 mil. E ele disse que eu precisava levantar minha autoestima e que colocaria a prótese no queixo por mais R$ 4.000. O metacril é um produto barato e você não consegue tirar do corpo.


Enquanto a Polícia Civil tenta descobrir o que causou a morte da modelo Raquel dos Santos, surgem outras denúncias contra o médico. O Conselho Regional de Medicina já fez cinco censuras públicas ao médico. O Tribunal de Justiça do Rio informou que o cirugião responde a quatro casos criminais, 11 processos cíveis, um erro médico e danos materiais. Wagner de Moraes não é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que regulamenta a atividade.

Em nota, a instituição afirma que repudia “veementemente a atuação de médicos não especialistas em cirurgia plástica, que por falta de formação específica, colocam em risco a segurança e a vida de seus pacientes”.


Segunda a instituição, ela é a única a titular esse tipo de especialista no Brasil e condena a atitude de médicos como Wagner Moraes, “que se denominam 'cirurgião plástico' sem nunca ter sido titulado para tal, ludibriam seus pacientes, abusando de sua boa-fé e criminalizam o exercício da profissão”.

Morte da modelo Raquel


A Polícia Civil apreendeu nesta segunda-feira (18) na casa da modelo Raquel Santos, que morreu na segunda-feira passada (11) após preenchimento facial, uma ampola com restos de medicamento de uso veterinário. Conhecida como Potenay, a substância, que traz riscos à saúde de humanos, é usada para aumentar massa muscular. Raquel teria injetado o anabolizante nas pernas. Os policiais também querem identificar a clínica em que a modelo fez aplicações nos glúteos.

A polícia informou que requisitou o laudo da vistoria da Secretaria de Vigilância Sanitária de Niterói na clínica em que a modelo fez o preenchimento facial. A unidade foi interditada. No local, foram encontrados medicamentos e insumos vencidos, além de amostras de pele humana armazenadas em geladeira.

Assista ao vídeo:

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