Mulher é presa sob suspeita de participação na morte do marido para receber seguro de R$ 600 mil
Esposa chegou a fazer campanha para localizar motorista de aplicativo Alberto de Oliveira após suposto desaparecimento
Rio de Janeiro|Do R7, com Record TV Rio

A Polícia Civil prendeu temporariamente a esposa do motorista de aplicativo Alberto de Oliveira Gomes, de 68 anos, sob a suspeita de participação na morte do marido para receber um seguro de vida de R$ 600 mil.
Durante o período em que a vítima ficou desaparecida, a esposa chegou a fazer uma campanha para localizar Alberto. Ele sumiu no dia 26 de setembro. O corpo foi encontrado no Alto da Boa Vista, na zona norte do Rio, no último dia 4.
Parentes afirmaram que o relacionamento do casal era um pouco conturbado e durou cerca de quatro anos. Além disso, um dos três filhos disse que a família já desconfiava da participação da suspeita no crime.
"Uma crueldade. Ele era apaixonado por ela. Ela pisava nele, não ia vê-lo. Mas ele era apaixonado, completamente cego e fazia de tudo por ela. A gente não entende como uma pessoa consegue fazer isso com um ser humano do bem", declarou um dos filhos de Alberto.
O delegado responsável pela responsável, Alexandre Herdy, titular da Delegacia de Homicídios da Capital, disse que um homem ligado à mulher também foi preso, suspeito de envolvimento no assassinato e de tê-la pressionado a cometer o crime.
"A vítima tinha dois seguros, totalizando 600 mil, e a beneficiária era ela. Ela está sendo ouvida agora e sustenta que, de fato, o objetivo era patrimonial", disse o delegado.
Segundo Herdy, a suspeita recaiu sobre os dois após ambos mentiram durante o depoimento.
"Nas análises, detectamos, que apesar de ela dizer que há 30 anos não ia no Alto da Boa Vista, vimos que, no dia do suposto desaparecimento do Alberto, ela aparece caminhando na região, no horário aparentemente em que ocorreu o sumiço e a morte", afirmou em entrevista à Record TV Rio.
As investigações apontaram que a dupla tentou forjar uma acidente. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) não conseguiu determinar a causa da morte devido ao estado avançado de decomposição do corpo.
À polícia, a mulher disse ter dopado o marido com uma alta dose de um medicamento para que ele fosse levado de Mesquita, na Baixada Fluminense, até a Tijuca, onde o corpo seria deixado.
O inquérito está em fase de conclusão, e os dois presos devem responder pelo assassinato de Alberto e a ocultação do cadáver, de acordo com informações da Record TV.















