"Não vamos tratar delinquentes como problema social", diz Paes
Prefeito disse que não há relação entre a situação econômica dos jovens e a conduta deles
Rio de Janeiro|Do R7
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse nesta terça (22) que não vai tratar os arrastões que ocorreram no último final de semana, na zona sul do Rio, como um problema social, mas sim, como uma questão de segurança pública. No discurso, ele atribuiu a onda de assaltos à "falta de autoridade" dos órgãos públicos.
— Nós não vamos tratar delinquentes e marginais, que vão para as ruas fazer baderna, como problema social. É um problema de segurança pública. O clima de terror que se espalha não é privilégio dos moradores da zona sul. Atrapalha todos os cariocas que frequentam as praias da cidade. Não estamos tratando da imagem internacional da cidade ou de turistas. A praia é o espaço mais democrático do Rio.
O prefeito contestou a associação entre a condição econômica dos jovens que praticaram delitos e a conduta deles.
— Isso é uma postura desrespeitosa com as pessoas mais pobres. Eu não vou colocar assistente social para conversar com um sujeito com pau na mão. Não nos cabe fazer antropologia e sociologia. Não vamos justificar [os assaltantes] com os problemas sociais do Brasil. Você não vê isso acontecer na avenida Paulistam nem nas praias de Pernambuco ou de Alagoas. Isso é falta de autoridade. Autoridade não está se fazendo presente.
Na tarde de hoje, representantes da Guarda Municipal se reuniram com o Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, para tratar da questão dos arrastões. Segundo Paes, os guardas municipais vão apoiar a polícia "dentro de suas limitações".
— Não é possível ter um jovem trepado no teto do ônibus e dizer que isso é vulnerabilidade social. Lá em casa, não é.
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