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No Rio, lojistas da Saara recolhem lixo para garantir conforto aos clientes

Grevistas que tentaram impedir garis de trabalhar foram levados pra delegacia

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Diversos bairros estão com lixo acumulado há dias
Diversos bairros estão com lixo acumulado há dias

Enquanto a população do Rio de Janeiro e os turistas que vieram à cidade para assistir ao Carnaval deste ano continuam sofrendo com o acúmulo de lixo nas ruas, devido à greve dos garis da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), os lojistas da Saara (Sociedade de Amigos da Rua da Alfândega e Adjacências) arregaçaram as mangas e decidiram recolher o lixo por conta própria. De acordo com Ênio Bittencourt, presidente da Saara, maior shopping center a céu aberto do estado, todas as 11 ruas da região ficaram limpas após o trabalho dos funcionários.

Segundo Bittencourt, não existe uma estratégia especial, nem foi contratada uma empresa particular para limpar as ruas, para garantir conforto aos que vão fazer compras na Saara.


— Nossos funcionários trabalharam de madrugada e varreram as ruas.

De acordo com o presidente da associação, a greve dos funcionários da Comlurb não afetou as vendas na região, que continua movimentada. Bittencourt disse que os negócios foram bons durante todo o carnaval. Ele destacou que, somente em artigos específicos da época, espera-se aumento de vendas superior a 15%, em comparação com os resultados obtidos no carnaval do ano passado.


Bittencourt, que também é vice-presidente de Produtos e Serviços do Sindilojas-Rio (Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro), não acredita que, nas demais áreas comerciais da cidade, tenha havido iniciativa semelhante, nem individual, nem coletiva.

— Aí, [a limpeza] está por conta da prefeitura. Só a Saara mandou varrer as ruas dela.


Mais antigo sindicato patronal do comércio no país, o Sindilojas-Rio foi fundado em dezembro de 1932.

A assessoria de imprensa da Comlurb informou que vários garis estão voltando ao serviço, após a visita de um oficial de Justiça que notificou os manifestantes por estarem cerceando o direito de trabalhar dos demais funcionários. As agressões dos grevistas a colegas garis e gerentes que queriam trabalhar foram registradas na 12ª DP (Copacabana) e na 35ª DP (Campo Grande), informou a Comlurb. Segundo a companhia, a Guarda Municipal do Rio acompanha o retorno dos garis ao trabalho no aterro do Flamengo, na avenida Rio Branco, na Lapa, em Ipanema e entre outros locais.

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