Rio de Janeiro No Rio, quatro idosos morrem por bala perdida em um mês

No Rio, quatro idosos morrem por bala perdida em um mês

Segundo a plataforma Fogo Cruzado, 41 idosos foram baleados em 2019 no Grande Rio, dos quais 24 morreram. Nove das vítimas são de São Gonçalo

No Rio, quatro idosos morrem por bala perdida em um mês

Idosos morreram baleados em São Gonçalo

Idosos morreram baleados em São Gonçalo

Montagem/Record TV Rio

Primeiro foi Sandra, que ia buscar o neto no colégio. Depois, ainda em dezembro de 2019, Maria, no meio da rua. Já neste ano foi a vez de Adenir, no caminho para a padaria. No dia seguinte Lisete, no quintal de casa. Em comum, todos têm mais de 60 anos e morreram por bala perdida em um mês em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Em três dos casos, testemunhas relatam confrontos entre policiais e bandidos.

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No Grande Rio, 41 idosos foram baleados em 2019, dos quais 24 morreram, diz a plataforma Fogo Cruzado, laboratório de dados sobre violência. Em São Gonçalo, sete das nove vítimas foram por bala perdida.

Mortes de idosos por arma de fogo surpreendem por serem mais raras. Tiros causam quase 40% das mortes de adolescentes de 15 a 19 anos e 32% das mortes de jovens de 20 a 29 anos no País. A taxa cai para 0,1% entre idosos, mais afligidos por doenças cardiovasculares, neurológicas ou câncer.

"Em geral, idosos saem menos de casa, se envolvem menos em conflitos e não costumam reagir a assaltos", diz Ignacio Cano, professor da Uerj. "Isso reforça o temor do carioca de que pode ser qualquer um e vir de qualquer parte."

Além da bala perdida, há idosos em outros tipos de homicídio em São Gonçalo. Na sexta, um homem atirou em Hélio Rangel, de 67 anos, que estava de moto no bairro Jardim Catarina, o mesmo de Maria e Sandra. O caso é apurado. Para Isabel Macdowell Couto, do Fogo Cruzado, é preciso tornar a cidade, que também lidera em mortes pela PM, "uma das prioridades" na política de segurança.

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Polícia

Em nota, a PM disse que as operações "são precedidas de planejamento e de informações de inteligência, com a preocupação de preservar vidas, tanto de policiais como de moradores." Segundo a corporação, os confrontos são "opção" dos bandidos e há uma tendência de queda nas mortes pela polícia, observada desde julho. Sobre os dados do Fogo Cruzado, disse que só comenta balanços oficiais.