Novo prefeito do Rio destaca combate a Aedes aegypti
Crivella citou decreto que trata da "do combate a doenças como chikungunya, dengue e zika"
Rio de Janeiro|Do R7

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), de 59 anos disse em seu discurso de posse que o tempo é de cautela e a ordem é não gastar. "O país está em crise. O Rio de Janeiro está em crise. A cidade está nesse cenário", afirmou. Ele citou algumas das medidas previstas nos 78 decretos publicados em edição extra do Diário Oficial do município, que tratam de temas como saúde, transporte e transparência administrativa. Questionado sobre qual é o mais importante dos 78 decretos, Crivella citou aquele que trata da "preparação para o combate às doenças do verão, sobretudo chikungunya, dengue e zika", todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
A primeira reunião do prefeito Marcelo Crivella com os 12 secretários que compõem sua equipe será nesta segunda-feira (2), em horário a ser definido, no Centro Administrativo da Prefeitura, na Cidade Nova, na região central. Na reunião, Crivella deverá falar sobre as diretrizes de seu governo, já traçadas nos quase 80 decretos do novo prefeito, já publicados neste domingo (1º) em edição extra do Diário Oficial do Município do Rio.
Os decretos determinam medidas e fixam prazos para a realização de estudos em praticamente todas as áreas de administração da cidade. As mudanças começam pela reestruturação administrativa da prefeitura, com a extinção de 14 secretarias, que tiveram suas atribuições incorporadas às doze remanescentes.
A maioria dos decretos trata de planos a serem desenvolvidos, como a criação de um esquema de segurança especial para o desfile dos blocos de rua durante o carnaval. Mas outros impõem medidas de execução imediata, como o corte de 50% dos gastos com cargos comissionados e a suspensão da cobrança de pedágio para motos na Linha Amarela, via expressa que liga as zonas norte e oeste do Rio. Cada motociclista pagava R$ 2,40 para trafegar pela via. A Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela anunciou que desde o meio-dia deste domingo não cobra mais pedágio de motos, atendendo ao decreto de Crivella.
Na segurança pública, o novo prefeito baixou um decreto que fixa um limite de 10 dias para que a Secretaria de Ordem Pública apresente um plano de prevenção contra pequenos delitos e arrastões neste verão. Outra medida determina a elaboração de um plano para que, até o fim de 2018, 80% do efetivo da Guarda Municipal realize operações de policiamento comunitário e vigilância ostensiva, sobretudo nas áreas da cidade com altos índices de criminalidade.
Nos transportes, um decreto recomenda negociações para que o Bilhete Único Carioca possa ser utilizado até o final de 2018 também em viagens de integração com o metrô, e não apenas em ônibus, trens e VLT, como atualmente. Outro decreto suspendeu, até que seja feito um diagnóstico do processo, a racionalização das linhas de ônibus do Rio, instituída pelo ex-prefeito Eduardo Paes.
E na área de esporte e cultura, o prefeito Crivella baixou decreto encomendando estudo técnico para uma eventual municipalização do complexo esportivo do Maracanã, do Theatro Municipal e do Museu da Imagem e do Som (MIS). Os três equipamentos, hoje vinculados ao governo estadual, passariam para a esfera municipal para serem geridos por meio de parcerias público-privadas.
Crivella tomou posse às 12h40 deste domingo (1) na Câmara Municipal. Em seu discurso, ele agradeceu a Deus, e elogiou o arcebispo do Rio, o cardeal dom Orani Tempesta.
"Agradeço muito essa bondade e esse amor inexplicável que Deus tem por cada um de nós e que nos seus desígnios nos conduziu à posição que hoje assumimos quando tomamos posse", afirmou Crivella. Ele também agradeceu "a família". "Minha mãe querida, que aos 82 anos todo dia ora por nós de joelhos."
Ao relembrar a campanha em que derrotou, no segundo turno, o adversário Marcelo Freixo (PSOL), Crivella agradeceu ao arcebispo do Rio: "Pela primeira vez eu pude me aproximar da Igreja Católica, e peço aqui um tributo a Dom Orani, que mesmo em meio às acusações, olhou com bons olhos, com maturidade", afirmou.
Antes de Crivella e de seu vice, Fernando Mac Dowell, foi a vez dos 51 vereadores eleitos tomarem posse. Em seguida foi realizada a eleição da Mesa Diretora da Casa. Jorge Felippe (PMDB) foi reeleito presidente, tendo como primeira vice-presidente Tânia Bastos (PRB), e segundo vice Zico (PTB). Carlo Caiado (DEM) tornou-se o primeiro secretário e Cláudio Castro (PSC) é o segundo secretário. Jorge Felippe afirmou que seu partido ainda não decidiu se vai apoiar Crivella. "Como presidente, sou imparcial. A bancada apoiou Crivella na campanha (do segundo turno, depois que o candidato do PMDB, Pedro Paulo, saiu da disputa). No governo a gente ainda não definiu", afirmou.















