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Ocupação na Uerj: universidade regulariza bolsas, mas alunos devem continuar greve estudantil

Estudantes querem comunicação com governo estadual e que terceirizados sejam pagos

Rio de Janeiro|Do R7

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Estudantes ocupam universidade desde o início do mês
Estudantes ocupam universidade desde o início do mês

Mesmo com o pagamento das bolsas realizado nesta sexta-feira (11), os estudantes da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) não devem interromper a ocupação da instituição até que os funcionários terceirizados também recebam. Segundo a Secretaria de Fazenda, o Estado já pagou o que devia à Uerj. Agora, a universidade é a responsável por normalizar os pagamentos dos médicos residentes do Hospital Universitário Pedro Ernesto, dos bolsistas e das empresas terceirizadas.

Os estudantes querem a garantia de um canal de comunicação com o governo estadual para que outras demandas — como passe livre e a construção de restaurantes universitários em outros campus — sejam negociadas. Segundo a estudante Karina Santos, integrante da ocupação, a regularização dos pagamentos dos terceirizados é fundamental.


— A gente entende esse pagamento apenas dos bolsistas como uma tentativa de desmobilizar a ocupação porque as terceirizadas ainda não receberam. Eles receberam só em novembro, e com desconto de R$ 400. Não tem sinal de 13º e nem de tíquete refeição.

Na próxima segunda (14), os estudantes devem fazer uma nova assembleia para discutir os rumos da ocupação, que continua. Nesta sexta, às 17h, professores, técnicos e estudantes devem fazer um ato e paralisar a avenida Radial Oeste, na região do Maracanã, zona norte.


Crise financeira no Estado

Os R$ 13 milhões que o Estado precisava transferir para a Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) entraram na conta da instituição nesta quarta-feira (9). O atraso no repasse do valor impediu a universidade de pagar médicos residentes do Hospital Universitário Pedro Hernesto e estudantes bolsistas, que desde o início de dezembro ocupam os pátios da instituição. 


Além dos atrasos na Uerj, o fim do ano no Estado foi de empresas terceirizadas de limpeza que estão sem receber, atrasos e incertezas no pagamento do 13º dos servidores. Esse é o retrato do desfecho do primeiro ano do governo de Pezão, que encontra dificuldades para fechar as contas.

O governo também pediu o apoio da prefeitura da capital na limpeza de dois hospitais. Segundo a Comlurb, os garis que estão trabalhando neste serviço são capacitados para atuar em unidades hospitalares porque existe na companhia uma diretoria específica para fazer atendimento às escolas municipais, prédios públicos e hospitais da rede municipal. O serviço começou a ser operado pela companhia municipal nesta terça-feira (1º). No Hospital Estadual Carlos Chagas são 16 garis atuando durante o dia e outros dez à noite. No Rocha Faria, são 18 durante o dia e 12 durante a noite.

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