ONG faz ato em memória de policiais militares mortos este ano no RJ
Taxa de Homicídio no Estado é considerada epidêmica pela OMS
Rio de Janeiro|Do R7

A ONG Rio de Paz realizou na noite desta segunda-feira (24), um ato em memória dos 91 policiais militares mortos no Estado do Rio este ano. Placas com os nomes dos policiais vítimas da violência foram colocadas ao redor da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio.
O caso mais recente é do sargento Hudson Silva de Araujo, de 46 anos, morto na madrugada do último domingo (23), durante patrulhamento no morro do Vidigal, também na zona sul. O militar é a primeira vítima fatal na comunidade desde a instalação da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), em 2012.
Dos 91 policiais mortos, 20 estavam de serviço quando foram vitimados, 54 estavam de folga e 17 eram policiais já reformados (aposentados). No mesmo período, cerca de 294 PMs ficaram feridos.
Segundo a ONG, os cartazes fixados no local só serão retirados quando houver redução na taxa anual de homicídios dolosos. Para a OMS ( Organização Mundial da Saúde) um número superior a 10 homicídios para cada 100 mil habitantes é considerado epidêmico. A taxa registrada este ano no Estado do Rio encontra-se próximo a 30 mortes para cada 100 mil. De acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública), nos cinco primeiros meses de 2017, 2.329 pessoas foram assassinadas.
A permanência das placas serve também para manter viva a memória das vítimas e não permitir que os casos caiam no esquecimento. Com esse propósito, a ONG Rio de Paz mantém há dois anos na Lagoa uma bicicleta preta, em alusão ao médico Jaime Gold, assassinado à facadas por adolescentes, em maio de 2015. Cartazes com os nomes de todas as crianças mortas por bala perdida no Rio de Janeiro estão no local desde 2007. Há, também, um mural com a estatística do ISP (Instituto de Segurança Pública) sobre o número de mortes violentas no Estado, atualizado mensalmente.















