Operação busca prender policias suspeitos de extorsão, roubo e falsidade ideológica
Seis mandados de prisão contra policiais civis e militares foram cumpridos durante ação
Rio de Janeiro|Do R7
Duas pessoas foram presas e seis mandados de prisão foram cumpridos em operação para prender policias suspeitos de extorsão, roubo e falsidade ideológica realizada nesta terça-feira (13). Entre os mandados cumpridos, dois foram contra os policiais civis Ubirajara de Jesus Junior e Ricardo Gonçalves da Rocha, indiciados pelos crimes de extorsão, roubo majorado, falsidade ideológica, organização criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional e coação no curso do processo. Com os dois foram apreendidos distintivos, armas, carregadores, dez mil reais e a escritura de um imóvel.
A operação, que tinha como objetivo cumprir sete mandados de prisão contra policiais civis e militares, foi realizada por agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Rio, a Secretaria de Segurança e a Draco (Delegacia de Repressão Às Ações Criminosas). A ação é baseada em denúncia contra 13 pessoas acusadas de organização criminosa, extorsão, roubo, falsidade ideológica, coação e violação de sigilo funcional. Moto, armas, documentos e celulares foram apreendidos.
Segundo o MP, a investigação teve início na Draco para apurar as circunstâncias de roubo e extorsão praticados por pessoas que se apresentaram como policiais civis da unidade. Com isso, agentes decobriram uma organização criminosa composta por PMs e policiais civis, além de outros suspeitos que apresentava falsos mandados de busca e apreensão para vasculharem residências e exigirem dinheiro.
No dia 13 de setembro, uma das vítimas do grupo foi abordada ao sair de casa, ameaçada e algemada. Após os suspeitos vasculharem a casa, cinco dos denunciados roubaram um carro, 13 relógios, roupas, acessórios, um computador, e uma quantia em dinheiro. A vítima foi novamente ameaçada para que fornecesse o CRV do carro para a transferência de titularidade, sob pena de nova incursão à casa e suposta “continuação de apuração pela Draco” de fatos ilícitos.
Segundo o MP, participaram dessa falsa diligência os denunciados Alexandre Mota de Assis, o ex-policial civil Marcelo Tinoco de Carvalho, o policial civil Ubirajara de Jesus Júnior, lotado na DRF (Delegacia de Roubos e Furtos), Marco Antonio Silva Carvalho e o PM Thiago Barbosa Faria Vieira. Eles têm mandados de prisão expedido pela Justiça. Outro denunciado, policial civil Ricardo Gonçalves da Rocha, lotado na 74ª DP, forneceu informações cadastrais sigilosas dos bancos de dados públicos para o grupo. Também está envolvido neste episódio o capitão da PM Leandro Garcia Rodrigues Madeira, que também tem mandado de prisão a cumprir.
A regularização do carro motivou a prática de falsificação de documentos para obter a segunda via da CRV. Esta fase contou com a participação de Franklin de Souza Veloso Mattos, Thiago José de Marins, Matheus do Espírito Santo e Alberto José de Marins.
Com o falso CRV, os denunciados Alexandre e Carlos Henrique da Silva Venturini foram abordados e detidos por policiais da Corregedoria do Detran e levados para a delegacia de Magé (65ª DP) para a apuração do crime de falsidade documental na transferência do carro. A partir da investigação, um policial civil da unidade, Erick Martins de Souza Marques, também foi investigado por solicitar vantagem indevida para liberar o veículo roubado.















