Operação em favela onde jovem foi estuprada apreende 220 kg de maconha
Também foram recuperadas dez motos roubadas. Não houve prisões
Rio de Janeiro|Do R7

Em mais uma operação da Polícia Militar na favela São José Operário, zona oeste, onde uma jovem de 16 anos foi vítima de estupro, foram apreendidos 220 kg de maconha e dez motos roubadas, na tarde desta terça (31). Não houve prisões.
Entre os seis suspeitos de envolvimento no estupro da jovem que tiveram prisão temporária decretada está o chefe do tráfico da favela, Sérgio Luiz da Silva, conhecido como Da Russa. Responsável pela investigação, a delegada Cristiana Onorato Bento, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), disse que o traficante "tem domínio do fato do que acontece no morro".
Há informações de que Da Russa estava nas imediações da casa onde a jovem foi violentada, chamada por moradores da favela de "abatedouro".
Outros traficantes estão sendo procurados na investigação do estupro. A delegada desmentiu a ideia de que traficantes não estupram.
— É balela dizer que traficante não faz (estupro). Traficantes entram nas residências, pegam as meninas e estupram. As meninas não revelam o abuso por medo dos traficantes.
Imagens da jovem desacordada e nua foram publicadas em redes sociais na terça-feira, 24 de maio, e compartilhada nos dias seguintes. Um dos homens que participaram da gravação toca nas partes íntimas da adolescente.
A delegada da DCAV afirmou nesta segunda que o vídeo comprova o estupro coletivo e que a dúvida é saber quantos homens estão envolvidos no crime. Dois suspeitos de envolvimento no crime estão presos e quatro são considerados foragidos.















