Pais denunciam agressão de PM durante atendimento para o filho em hospital no Rio; veja o vídeo
Vítima contou ter sido atacada sem motivo e depois algemada e levada para DP. Polícia Judiciária Militar vai apurar o caso
Rio de Janeiro|Bruna Oliveira, do R7, com Anabel Reis, da Record TV Rio

Os pais de uma criança denunciaram um policial militar por agressão. O caso aconteceu no último dia 8 enquanto o casal aguardava atendimento para o filho, de 3 anos, no Hospital Municipal Lourenço Jorge, no Rio de Janeiro. O ataque foi flagrado em um vídeo.
Em entrevista à Record TV Rio, Francisco dos Santos Borges disse que não houve nenhum motivo para as agressões. Ele contou ter sido atacado depois de não ter permitido que o filho passasse por cirurgia sem o resultado do exame de raio X.
"Falei que ia sair da sala e levaria meu filho para outro lugar. Quando eu estava saindo, ele começou a me bater. O vídeo mostra nitidamente que não cheguei a conversar com ele, apenas chegou batendo."
O pai relatou, ainda, não ter reagido e afirmou que só tentou se defender. "O primeiro soco que ele me deu, estava com meu filho no colo. Virei para não acertar a perna do meu filho, para não agravar o problema. Depois, só levantei as mãos."
A mãe da criança, Viviane Magalhães da Cruz, também afirmou ter sido agredida ao tentar defender o marido: "O policial gritou comigo e mandou que pegasse meu filho do colo do meu marido. Eu peguei, e ele já começou a socar, a bater, a chutar meu esposo. Eu vi a covardia e fui tentar apartar. Ele me deu um soco, me pegou pelos cabelos e me jogou no chão com toda força."
Ela disse ainda que uma diretora do hospital tentou proibir a gravação: "Ela queria pegar o celular da mão do rapaz, porque não queria que fosse filmado. Uma mulher que, ao invés de proteger outra mulher, estava achando tudo aquilo normal", completou.
Pai disse ter sido algemado e levado para a delegacia
O pai disse que foi algemado e levado para a delegacia, sob a acusação de desacato e ameaça. Francisco afirmou também não ter sido ouvido no dia e que foi acusado pelo PM de ser criminoso.
Ele contou ter sido liberado após assinar alguns documentos, mas que corre o risco de responder a um processo por um crime que não cometeu, além de ser preso.
Francisco afirmou não ter tornado o caso público antes por medo. No entanto, a família decidiu falar sobre o ocorrido pois toda a situação gerou um trauma na criança.
Os pais também fizeram um registro na 16ª DP (Barra da Tijuca). Eles contaram que agora foram chamados para depor e receberam o encaminhamento para o exame de corpo de delito.
A Polícia Civil informou, por meio de nota, que o autor foi identificado e que a investigação vai ser enviada à Justiça Militar.
Hospital afirma que PM não atua na unidade
Segundo o Hospital Municipal Lourenço Jorge, o policial militar suspeito das agressões não atuava na unidade e estava no local acompanhando um paciente custodiado.
A direção da unidade declarou que repudia qualquer ato de violência e está à disposição da autoridade policial para auxiliar no que for necessário para a apuração dos fatos.
Procurada, a Polícia Militar disse ter tomado conhecimento do caso, por meio da Corregedoria Geral da Corporação e da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar, e ter instaurado um procedimento de apuração interno.















