Para economizar água, vazão do principal rio que abastace o RJ é reduzida
Cedae afirma que abastecimento permanece normal após medida
Rio de Janeiro|Do R7
Desde que dois dos quatro reservatórios que abastecem o Rio de Janeiro atingiram o volume morto, a ANA (Agência Nacional de Águas) tem reduzido gradativamente a vazão do rio Paraíba do Sul. Nesta sexta-feira (6), a vazão na Estação Elevatória de Santa Cecília passou para 140 metros cúbicos por segundo — em condições normais é de 190 metros cúbicos por segundo. Com essa medida, o Estado do Rio já está recebendo menos água.
Segundo a ANA, o objetivo dessas reduções é preservar o estoque de água disponível nos reservatórios da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul. A intenção é manter a água nos reservatórios durante o período mais seco, entre abril e novembro, e garantir o abastecimento até o próximo verão.
Em nota, a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) informou que "mesmo com a redução da vazão do Paraíba do Sul, a companhia ainda possui condições técnicas, inclusive qualitativas, de manter a captação de água normalmente nas mesmas vazões que vinha fazendo para abastecer a Região Metropolitana do Rio".
De acordo com Marilene Ramos, do Centro de Regulação e Infraestrutura da FGV (Fundação Getulio Vargas) e ex-presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), o abastecimento humano pode não ser prejudicado, mas as empresas que captam água direto do rio devem sentir o impacto da medida.
— Com a redução da vazão, o leito do rio fica mais raso. Sendo assim, os captadores dessas empresas que retiram água direto do rio Paraíba do Sul , que estão situados num nível acima, podem ter dificuldade para abastecer. Provavelmente, obras precisarão ser feitas para rebaixar os captadores.
Marilene Ramos prevê que, caso não chova o necessário para manter razoável o nível dos reservatórios, será preciso reduzir ainda mais a vazão do rio Paraíba do Sul.
Na próxima quinta-feira (12), haverá uma nova reunião entre os gestores da bacia — ONS (Operador Nacional do Sistema), ANA (Agência Nacional de Águas) e representantes dos governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — para reavaliar a situação.















