Passageiros reclamam de falta de informação no Rio
Descarrilamento de trem transformou a quarta-feira em um dia de caos na cidade
Rio de Janeiro|Do R7

Foi um dia de caos para quem tentava chegar ao trabalho de trem nesta quarta-feira (22) no Rio. Na pequena estação São Francisco Xavier, na zona norte, transformada em ponto terminal após o descarrilamento de um trem, passageiros reclamavam da dificuldade para deixar a plataforma e da falta de informação e de atendimento dos funcionários da Supervia Trens Urbanos. Desorientados e desesperados, passageiros arriscaram a vida, ao se jogar no meio da rua para fazer sinal para os ônibus, que passavam superlotados em direção ao centro. Sem dinheiro para pagar uma nova passagem, muitos aguardavam sentados no chão de estações.
Sob sol forte e no meio da confusão, vários usuários passaram mal. Uma mulher desmaiou logo que saiu da estação de trem e foi ajudada por passageiros. Policias militares e funcionários da Supervia que estavam no local só prestaram os primeiros-socorros depois que os passageiros começaram a gritar por ajuda. Ainda desacordada, ela foi levada numa viatura da Polícia Militar para uma clínica perto da estação.
Grávida de 6 meses, a operadora de telemarketing Luciene Cardoso, de 26, embarcou em Japeri às 6h e tentava chegar à Central. Somente às 8h45, Luciene conseguiu sair da São Francisco Xavier. Ela afirmou que não recebeu ajuda de nenhum funcionário da Supervia para deixar a estação. Para completar, não conseguiu ligar para o trabalho.
— Ninguém me ajudou em nada. Agora, preciso arrumar um jeito de voltar para casa. Não tenho como ir para o trabalho.
O fiscal de ônibus Antônio Carlos Ferreira, de 45 anos, foi deslocado de Cascadura, no subúrbio, para a São Francisco Xavier, com o objetivo de orientar os passageiros. Morador da Pavuna, Ferreira pega três ônibus para chegar ao trabalho, mas se sentiu constrangido com a situação dos passageiros do trem.
— Todos nós que usamos transporte público ficamos constrangidos com essa situação. Fiquei muito triste em ver o povo passando por isso.















