Pastor suspeito de estupro: Rio oferece proteção a testemunhas
Ministério Público denunciou Marcos Pereira por abuso sexual e coação
Rio de Janeiro|Do R7

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos informou, nesta quinta-feira (16), que irá localizar testemunhas envolvidas no caso do pastor Marcos Pereira para oferecer a elas a entrada em programa de proteção a testemunhas. O pastor é suspeito de cometer os crimes de estupro e coação de testemunha.
O órgão ressaltou que as delegacias de polícia são portas de entrada para os programas de proteção do estado e qualquer pessoa pode procurar uma unidade para pedir proteção.
O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou Marcos Pereira da Silva, o diretor da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, pelos dois crimes. Segundo o MP, o pastor, acompanhado por comparsas, ameaçou uma das vítimas dos abusos sexuais por prestar depoimento contra ele.
Ainda de acordo com Rogério Ferreira, o pastor e os comparsas Ubirajara Moraes Pereira, Cezar Luiz Morares Pereira, Lúcio Oliveira Câmara Filho e Daniel Candeias da Silva vão responder por coação por ameaçar uma das vítimas, que denunciou o líder religioso pela prática dos crimes.
Prisão
Marcos Pereira da Silva foi capturado por policiais civis quando dirigia pela avenida Brasil. Contra ele havia dois mandados de prisão pendentes. Na delegacia para onde Marcos Pereira foi levado, integrantes da igreja, como o ex-pagodeiro Waguinho, fizeram uma espécie de vigília. O suspeito se mostrou surpreso pela abordagem policial e antes de, entrar prestar depoimento, disse não imaginar por qual motivo estava sendo acusado.
O pastor também é investigado por quatro homicídios e lavagem de dinheiro. Marcos Pereira da Silva dirige a Assembleia de Deus dos Últimos Dias desde 1993 e se tornou conhecido por fazer cultos em presídios e por interceder para que traficantes libertassem reféns.
Em fevereiro de 2012, o coordenador da ONG Afroreggae, José Júnior, acusou o pastor tê-lo ameaçado de morte. Os dois tinham relação próxima, mas, em 2009, por conta de uma “traição”, a amizade foi desfeita. Ainda segundo o líder da ONG, Marcos Pereira da Silva teve influência sobre ataques criminosos que ocorreram no Rio.















