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Peritos analisam bala que atingiu manifestante para identificar autor de disparo no Rio

Câmeras de segurança no centro do Rio podem ajudar a achar suspeitos

Rio de Janeiro|Do R7

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A Cinelândia foi palco de confronto entre manifestantes mascarados e policiais militares na terça-feira (17)
A Cinelândia foi palco de confronto entre manifestantes mascarados e policiais militares na terça-feira (17)

A Polícia Civil do Rio instaurou inquérito para apurar as circunstâncias em que o agente de saúde pública Rafael Santana Santos, de 24 anos, foi atingido por um tiro de arma de fogo no ombro, enquanto participava do protesto em apoio à greve dos professores da rede municipal que terminou em vandalismo, no centro da capital fluminense, na noite desta terça-feira, 15. Este é o segundo caso de manifestante baleado desde o início das manifestações, em junho. O primeiro caso foi do estudante Rodrigo Gonçalves Azoubel, de 18 anos, atingido nos dois antebraços também nesta terça-feira.

Em depoimento na Delegacia da Lapa (5ª DP) na noite desta quarta-feira, 16, Santos afirmou que estava na Avenida Rio Branco, nas proximidades do Clube Militar, quando sentiu um impacto no ombro que o jogou para trás, entre 21 e 22 horas. Ao tirar a jaqueta, o rapaz percebeu que sangrava. O projétil ficou alojado na jaqueta e foi apresentado na delegacia. A bala foi encaminhada à perícia para determinar de qual arma foi disparada.

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No entanto, de acordo com investigadores, aparenta ser de pistola calibre 40. Imagens de câmeras de segurança nas proximidades do local serão usadas para se tentar identificar o atirador. "Tudo leva a crer que o tiro foi disparado à distância, pois chegou a ficar alojado na jaqueta. Se fosse de perto, o ferimento seria muito mais grave", afirmou um inspetor.

O caso foi registrado na 5ª DP como lesão corporal. Santos disse ainda que não ouviu nenhum estampido de disparo de arma de fogo, e não sabe de onde pode ter partido o tiro. Ao perceber que estava ferido, o rapaz foi por meios próprios ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro, de onde recebeu alta no mesmo dia.

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A 5ª DP também investigará de onde partiu o tiro que atingiu Azoubel, por volta das 20h30 de terça-feira, após o protesto dos professores, no centro. Inicialmente, o caso estava na 15ª DP (Gávea), responsável pela região onde fica a Clínica São Vicente, onde a vítima foi operada. O jovem já está num quarto e, de acordo com boletim médico divulgado nesta quarta-feira pela unidade particular, deve ficar internado por mais uma semana.

Ele estava na Rua Santa Luzia, perto da Cinelândia. O rapaz teve fratura exposta nos dois antebraços. Azoubel disse ao delegado Orlando Zaccone, da 15ª DP, que não sabe de onde partiu a bala que o feriu. Sequer soube afirmar se foi atingido por um ou dois tiros. O rapaz é filho de uma diretora de TV e de um funcionário do Ministério da Cultura.

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