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Pesquisa: 89% dos jovens de comunidades pacificadas do Rio estão conectados à internet

Entre as favelas, o Vidigal, na zona sul, apresentou a maior proporção de internautas

Rio de Janeiro|Do R7

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Suellen Longobuco tira um selfie coletivo com as amigas
Suellen Longobuco tira um selfie coletivo com as amigas

Os jovens das comunidades do Rio estão cada vez mais conectados ao mundo virtual. Pesquisa do IPP (Instituto Pereira Passos), órgão vinculado à Prefeitura do Rio de Janeiro, aponta que 89% dos jovens de comunidades pacificadas acessam a internet. Para o estudo, foram entrevistados cerca de 6.000 jovens moradores de comunidades pacificadas, com idades entre 14 e 24 anos.

Entre as favelas que participaram da pesquisa, o Vidigal, na zona sul, apresentou a maior proporção de internautas: 94,4%. Já no morro da Formiga, zona norte, 83% dos jovens utilizam a internet. O estudo mostra que 68% acessam a rede de casa, enquanto 21,5% usa a internet pelo celular.


Beatriz Azevedo, de 21 anos, estudante de jornalismo e moradora da favela do Vidigal, afirma passar boa parte do dia conectada, seja em casa ou no trabalho.

— Fico conectada, em média, seis horas por dia. No trabalho, são quatro [horas] e, quando chego em casa, mais duas. Além das redes sociais, costumo verificar e-mails e acessar sites de notícias. Uso bastante o telefone para entrar na internet.


Políticas públicas de inclusão digital influenciam o crescimento do número de internautas nas comunidades cariocas. Criado em 2012, o programa Rio Estado Digital, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado, tenta garantir o acesso gratuito em 16 áreas — comunidades pacificadas, orla de Copacabana, Ipanema e Leme e parte da Baixada Fluminense.

A pesquisa também foi realizada nas comunidades do Pavão-Pavãozinho, Tabajaras, Prazeres, São Carlos, Providência, Borel e Nova Divinéia, todas com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).


E-mail e Facebook

Ainda de acordo com o levantamento, entre moradores de comunidades que possuem acesso à rede, 86,3% têm conta no Facebook. Já o acesso a contas de e-mail não é unanimidade — 51,5% dos jovens pesquisados afirmam ter endereço eletrônico.


Para Suellen Longobuco, de 23 anos, moradora do morro dos Tabajaras, em Copacabana, zona sul, é impossível entrar na internet sem olhar as redes sociais.

— Tenho Facebook e é o que eu mais vejo na internet. É número 1. Já até arrumei um namorado através dela. Conheci o meu primeiro namorado pelo MSN. Tínhamos amigos em comum que nos apresentaram depois. Mas o primeiro contato foi pela internet.

Colaborou Tatiana Galdino, do R7

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