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Pezão determina rigor na apuração de violência policial em protestos no Rio

Nesta terça-feira (15), 4 PMs tiveram prisões administrativas decretadas

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, determinou rigor nas investigações a serem conduzidas pelo inquérito policial militar (IPM) aberto pelo comando da Polícia Militar (PM) fluminense para apurar atos de violência praticados por policiais contra cidadãos durante a manifestação ocorrida no último domingo (13), na Praça Saens Peña, na Tijuca, contra gastos na Copa do Mundo. Nesta terça-feira (15), o Comando da Polícia Militar do Rio determinou a prisão administrativa de quatro PMs investigados.

De acordo com Pezão, "não compactuo com violência, seja ela praticada por agentes públicos ou por pessoas que tentam se aproveitar de manifestações democráticas para causar tumulto, danos e transtornos ao Rio. Determinei ao coronel José de Castro Menezes [comandante-geral da PM] e ao secretário [de Segurança] José Mariano Beltrame rigor nas investigações", afirmou.


A orientação para os policiais é no sentido de garantir à população o pleno direito constitucional de manifestação, de forma a assegurar ordem e segurança aos cidadãos. A Corregedoria da PM irá analisar as denúncias e imagens recebidas, relativas a possíveis excessos na ação de policiais militares. As denúncias podem ser feitas à Ouvidoria da PM, pelo telefone 3399-1199, ou diretamente à Corregedoria.

O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro divulgou nota na segunda-feira (14) informando que 15 jornalistas que cobriam as manifestações contra a Copa do Mundo, na Tijuca, ficaram feridos. De acordo com o sindicato, os repórteres foram agredidos por policiais militares que acompanhavam o protesto ou ficaram feridos por armas não letais dos agentes.

Entre os jornalistas agredidos, três são estrangeiros: o documentarista canadense Jason O'Hara, que foi levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar para tratar de ferimentos; o fotógrafo peruano Boris Mercado; que chegou a ser detido; e o jornalista italiano Luigi Spera.

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