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PF e MP-RJ fazem operação contra venda ilegal de cigarros

Quadrilha teria lucrado cerca de R$ 45 milhões desde 2019; há suspeita de envolvimento da escola de samba Grande Rio

Rio de Janeiro|Rafael Nascimento * do R7, com Record TV Rio

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Agentes durante operação nesta quinta (24)
Agentes durante operação nesta quinta (24)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (24), em ação conjunta com o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), a operação "Fumus" com objetivo de desarticular organização criminosa envolvida na comercialização ilegal de cigarros no Rio de Janeiro.

Na ação, que envolve a participação de aproximadamente 300 policiais federais, divididos em 54 equipes, são cumpridos 34 mandados de prisão preventiva, entre eles de seis policiais militares, e 75 mandados de busca e apreensão, em bairros da Capital Fluminense, da Baixada Fluminense e do Interior do Estado, expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital.

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Investigações

As investigações tiveram início em 2019 e, além da prática de organização criminosa, os crimes de extorsão, roubo, corrupção, lavagem de dinheiro, duplicada simulada e delitos tributários também são apontados entre os praticados pela quadrilha.

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De acordo com a denúncia, os criminosos obrigavam comerciantes de cigarro de pequeno e médio porte e informais, que estivessem em áreas de influência da organização, a venderem exclusivamente cigarros de duas marcas nas condições por eles impostas, observando o "tabelamento" de preço.

A organização criminosa se utiliza de fiscais e seguranças para ameaçar comerciantes que vendem marcas diferentes da indicada pela quadrilha, bem como aqueles que compram cigarros de pessoas não ligadas ao grupo criminoso e/ou descumprem o "tabelamento" de preços.

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Lucros

Estima-se que, apenas no centro de distribuição da Cia Sulamericana de Tabacos S/A, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o faturamento do bando totalizou o valor de R$ 9.347.000,00 milhões, entres os meses de setembro de 2019 e fevereiro de 2020, o que dá uma média mensal de R$ 1.557.867,00 milhões. Do início de 2019 até a presente data, a quadrilha teria faturado em torno de R$ 45 milhões.

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As investigações também revelaram que a Cia mantém estrita relação com integrantes da quadrilha e emite notas fiscais com informações falsas sobre a venda de cigarros às empresas do bando. Tal manobra permite que a organização criminosa fixe baixos preços de seus cigarros, além de criar um lastro para que o bando consiga lavar dinheiro.

Até o fechamento da matéria, quatro suspeitos haviam sido detidos e encaminhados à Superintendência da Polícia Federal no Rio, sendo dois deles policiais militares.

Após as formalidades de praxe, os presos serão levados ao sistema prisional, onde ficarão à disposição da Justiça.

Grande Rio

De acordo com as investigações, a quadrilha tratava o esquema como "a banca da Grande Rio", o que demonstra ligação com a escola de samba carioca. Em nota, a direção da agremiação informou que "não vai comentar o ocorrido".

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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