Logo R7.com
RecordPlus

PF faz ação em quatro Estados e no DF para investigar quadrilha comandada por Beira-Mar

Polícia pretende cumprir 35 mandados de prisão durante a operação

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Beira-Mar é suspeito de chefiar quadrilha de dentro do presídio
Beira-Mar é suspeito de chefiar quadrilha de dentro do presídio

A PF (Polícia Federal) realiza desde a madrugada desta quarta-feira (24) uma operação nos estados do Rio, Paraíba, Ceará, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, que tem como objetivo interceptar uma quadrilha chefiada por Fernandinho Beira-Mar. O grupo é investigado por atuar no tráfico de drogas e em um esquema de lavagem de dinheiro. Durante o dia de hoje devem ser cumpridos 35 mandados de prisão, 27 de condução coercitiva, nove de lacração e 86 de busca e apreensão, envolvendo pessoas próximas ao traficante. 

De acordo com a PF, foi observado que a quadrilha aumentou o faturamento em cerca de um milhão de reais por mês, 51 contas bancárias foram bloqueadas, por serem suspeitas de movimentar o dinheiro do grupo criminoso. A irmã de Beira-Mar, todos os seus filhos, incluindo Izabel Costa, que foi candidata a vereadora em Duque de Caxias em 2016, os sobrinhos, além de dois de seus advogados foram presos nesta manhã. Beira-Mar também foi notificado com um novo pedido de prisão e sua pena estaria estimada em 320 anos de reclusão. No entanto, pela legislação brasileira, a pena máxima é de 30 anos.


As investigações se iniciaram há cerca de um ano com a apreensão de um bilhete picotado em uma marmita, encontrado por agentes da Penitenciária Federal de Porto Velho. Após a reconstituição e exame grafotécnico, pode ser comprovado que a nota teria sido escrita por Beira-Mar. No documento, foi possível identificar ordens a outros integrantes do grupo que se encontravam em liberdade.

Foram apreendidos cerca de cinquenta bilhetes redigidos ou endereçados ao traficante, que eram entregues por um esquema altamente elaborado e sofisticado para a transmissão de seus recados. Não há sequer indícios, ao longo de toda a investigação, de participação ou facilitação por parte dos agentes federais do presídio ou demais servidores públicos envolvidos.


Para tentar comprovar a origem das verbas, foi montado um forte esquema de lavagem de dinheiro através de empresas de fachada e estabelecimentos comerciais, sobretudo casas de shows e bares, além de aquisições e reformas imobiliárias. Estima-se que a organização chegou a movimentar mensalmente valores superiores a R$ 1 milhão, em razão das atividades ilícitas desempenhadas, sendo identificados inicialmente bens pertencentes ao grupo avaliados em aproximadamente R$ 30 milhões.

Há 11 anos, Fernandinho Beira-Mar está preso no em Rondônia em uma penitenciária federal de segurança máxima, onde não há acesso à televisão, rádio ou qualquer canal de comunicação. Beira-Mar deve deixar Porto Velho, no entanto, ainda não foi divulgado para onde ele será transferido.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.